


Recentemente, vivi uma situação que me deixou desconfortável. Era um momento esperado, importante. Quem convocou, queria falar. E muita gente queria ouvir. Mas não foi possível. Como o criador do Lab Fantasma não pode falar?”, escreveu o analista nas redes sociais.
Ele seguiu: “Houve interrupções constantes, interferências que cortavam a linha do pensamento, e até quando a emoção apareceu, não houve espaço. Não por pressa – mas porque simplesmente não deixaram acontecer. A fala que poderia esclarecer, reconectar e trazer sentido… ficou travada. E isso, pra mim, foi simbólico. Porque quando quem carrega a ideia não consegue falar, algo essencial se rompe”.
Além disso, o funcionário rebateu os comentários de funcionários que ficaram do lado de Fióti na reunião da briga. “Depois disso, surgiram comentários. Versões contadas por quem teve espaço de sobra pra falar – fora do momento e longe do contexto. Enquanto quem só queria ser escutado… ficou em silêncio forçado”, finalizou.
O rompimento dos irmãos Emicida e Evandro Fióti se tornou um dos assuntos mais comentados das redes sociais nos últimos dias. O motivo da briga entre eles veio à tona nessa terça-feira, 1º. Segundo o Portal LeoDias, a separação se deu devido uma disputa pelo controle da empresa Laboratório Fantasma.
A polêmica ganhou contornos judiciais em março deste ano. O rapper foi processado pelo irmão por ter revogado a procuração que lhe permitia acessar as contas bancárias da empresa. A decisão de Emicida, de acordo com o site, foi motivada por uma acusação de desvio de mais de R$ 6 milhões, supostamente praticado por Fióti entre junho de 2024 e fevereiro de 2025.
A equipe jurídica do dono do álbum ‘AmarElo’ afirmou, em resposta aos pedidos liminares feitos por Evandro Fióti, que a revogação da procuração que dava ao irmão acesso às contas bancárias da empresa (Itaú, Bradesco e C6 Bank) ocorreu após a identificação de transferências suspeitas.
A defesa do rapper alegou que, no início de 2025, foram constatadas movimentações no valor de R$ 2 milhões, o que levou a uma análise mais aprofundada dos extratos bancários de 2024. Ao revisar as transações do ano anterior, a equipe jurídica de Emicida teria identificado um total de aproximadamente R$ 4 milhões transferidos sem justificativa aparente.
Ainda conforme LeoDias, informações contidas no processo revelam que Evandro Fióti teria realizado 14 transferências bancárias das contas da LAB Fantasma para uma conta pessoal entre junho de 2024 e fevereiro de 2025.
Veja as transferências:
Duas transferências de R$ 250 mil em 3 de junho de 2024
Duas transferências de R$ 250 mil em 4 de junho de 2024
Duas transferências de R$ 500 mil em 26 de junho de 2024
Uma transferência de R$ 500 mil em 27 de junho de 2024
Uma transferências de R$ 500 mil em 28 de junho de 2024
Uma transferência de R$ 500 mil em 1 de julho de 2024
Uma transferência de R$ 500 mil em 2 de julho de 2024
Duas transferências de R$ 500 mil em 22 de janeiro de 2025
Uma transferência de R$ 500 mil em 4 de fevereiro de 2025
Uma transferência de R$ 500 mil em 5 de fevereiro de 2025
A defesa de Evandro Fióti afirmou que os valores movimentados no início de 2025 (R$ 2 milhões) foram distribuídos de forma igualitária entre os irmãos .
Além disso, os advogados de Fióti, disseram que quatro transferências foram realizadas para as contas pessoais de Emicida ao longo de fevereiro de 2025.
Veja os valores:
Uma transferência de R$ 500 mil em 7 de fevereiro de 2025
Uma transferência de R$ 500 mil em 13 de fevereiro de 2025
Uma transferência de R$ 500 mil em 18 de fevereiro de 2025
Uma transferência de R$ 500 mil em 20 de fevereiro de 2025
Conforme o Portal LeoDias, a defesa de Evandro Fióti anexou ao processo um e-mail enviado para o endereço profissional de Emicida em 20 de janeiro de 2025, informando que realizaria a distribuição de lucros no valor de R$ 2 milhões de forma igualitária entre os dois irmãos.
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