A caderneta de poupança registrou saída líquida de R$ 11,5 bilhões em março, conforme divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (07/04). No período, os depósitos somaram R$ 339,6 bilhões, enquanto os saques totalizaram R$ 351,1 bilhões. Esse é o pior resultado para o mês desde 2022, quando a retirada líquida alcançou R$ 15,4 bilhões.
No acumulado do primeiro trimestre de 2024, a poupança teve retirada líquida de R$ 45,69 bilhões — sendo R$ 26,2 bilhões em janeiro, R$ 8 bilhões em fevereiro e R$ 11,5 bilhões em março. O volume representa quase o dobro da saída no mesmo período de 2023, que foi de R$ 22,63 bilhões.
Mesmo com os saques, o volume total investido na poupança segue acima da marca de R$ 1 trilhão, mantendo esse patamar por dez meses consecutivos. Em março deste ano, o saldo era de R$ 1,03 trilhão — superior aos R$ 975,8 bilhões registrados no mesmo mês do ano passado.
Em 2023, a caderneta teve saída líquida de R$ 15,5 bilhões, resultado bem melhor que o de 2022, quando a perda líquida foi de R$ 87,8 bilhões, segundo maior volume desde o início da série histórica, em 1995.
A poupança, apesar de popular entre os brasileiros, vem perdendo atratividade com o aumento da busca por investimentos com maior rentabilidade, como os títulos do Tesouro Direto e fundos de renda fixa.