Começou no dia 28 de março, menos de uma semana antes do aguardado anúncio do tarifaço de Donald Trump. Em 14 pregões seguidos de debandada das ações brasileiras, o fluxo de investimentos estrangeiros na B3 se transformou num rombo no mercado doméstico.
Nesse período, os mais de R$ 12,7 bilhões injetados no mercado secundário da bolsa do Brasil se transformaram na saída de R$ 243 milhões até o dia 16 de abril, conforme dados da B3 compilados pelo Valor Data.
Em outras palavras: os gringos retomaram a debandada de 2024, reduzindo as posições em empresas brasileiras. Mas não apenas delas. As companhias americanas, europeias, latinas, asiáticas...todas têm pagado o preço de um cenário incerto para a economia mundial.
E, assim, o Ibovespa ainda não se recuperou do tombo, embora tenha reduzido essa lacuna nesta terça (22).
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Mas a sinalização ainda não é suficiente para reverter definitivamente a situação nos mercados.
A elevada volatilidade dos índices está atrelada à baixa liquidez nas bolsas, que ficaram em segundo plano com a sensação de risco acionando sirenes no mundo financeiro.
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A virada desta sessão - assim como a da última na bolsa brasileira - acompanhou os índices de Nova York. E o comportamento das ações do índice corroboram a tese de que parte do capital estrangeiro pode ter voltado para o Brasil.
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Se não os estrangeiros, que outro grupo investidor estaria comprando as ações das empresas brasileiras na bolsa? A julgar pelo histórico mais recente, o institucional.
Aproveitando a liquidação das posições nas carteiras gringas, fundos e bancos nacionais andaram corrigindo a exposição historicamente baixa ao mercado doméstico, comprando R$ 5,6 bilhões mais do que venderam em ações brasileiras somente neste mês até o dia 16. Com isso, o fluxo dos investidores institucionais neste ano foi de uma saída de R$ 10,3 bilhões no começo de abril para R$ 4,7 bilhões negativos.
Hoje, no entanto, o comportamento do dólar reforçou a narrativa do retorno dos "gringos arrependidos". A alta do petróleo adicionou pressão sobre a moeda americana na disputa contra as emergentes.
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A despeito desse retrato, a situação não está tão mais favorável para os ativos de renda variável.
Se o cenário econômico é desfavorável às bolsas, o capital naturalmente migra para a renda fixa. Mas e se a situação não é lá muito melhor nem na renda fixa?
Essa é a lebre levantada no mercado financeiro.