Economia BOLSA DE VALORES
ESTRANGEIRO ESTÃO REDUZINDO INVESTIMENTOS NA BOLSA DE VALORES BRASILEIRA
ESTRANGEIRA ESTÃO REDUZINDO INVESTIMENTOS NA BOLSA DE VALORES BRASILEIRA
24/04/2025 15h46
Por: Redação Fonte: Jose Carlos

Estrangeiros estão reduzindo investimentos na Bolsa de Valores Brasileira

Estrangeiros dão 'bye bye' à bolsa brasileira. Para quais ativos está indo o dinheiro?

Saldo do Dia: Gringos retomam debandada das ações domésticas vista no ano passado, mas situação não está melhor nos outros mercados. Quem, afinal, está ganhando com isso?

Começou no dia 28 de março, menos de uma semana antes do aguardado anúncio do tarifaço de Donald Trump. Em 14 pregões seguidos de debandada das ações brasileiras, o fluxo de investimentos estrangeiros na B3 se transformou num rombo no mercado doméstico.

Nesse período, os mais de R$ 12,7 bilhões injetados no mercado secundário da bolsa do Brasil se transformaram na saída de R$ 243 milhões até o dia 16 de abril, conforme dados da B3 compilados pelo Valor Data.

Em outras palavras: os gringos retomaram a debandada de 2024, reduzindo as posições em empresas brasileiras. Mas não apenas delas. As companhias americanas, europeias, latinas, asiáticas...todas têm pagado o preço de um cenário incerto para a economia mundial.

E, assim, o Ibovespa ainda não se recuperou do tombo, embora tenha reduzido essa lacuna nesta terça (22).

  • principal índice de ações do Brasil avançou 0,63% e encerrou em 130.464 pontos, ainda a 0,55% do nível abandonado em 2 de abril, data do anúncio do tarifaço. No mês de abril, a carteira agora salva 0,16% de ganhos. Neste ano, a alta, que já chegou a 10,4%, está em 8,46%.

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Mas a sinalização ainda não é suficiente para reverter definitivamente a situação nos mercados.

elevada volatilidade dos índices está atrelada à baixa liquidez nas bolsas, que ficaram em segundo plano com a sensação de risco acionando sirenes no mundo financeiro.

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A virada desta sessão - assim como a da última na bolsa brasileira - acompanhou os índices de Nova York. E o comportamento das ações do índice corroboram a tese de que parte do capital estrangeiro pode ter voltado para o Brasil.

 

  • Das 87 ações que fazem parte do Ibovespa atualmente, 57 se valorizaram neste pregão.

 

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Se não os estrangeiros, que outro grupo investidor estaria comprando as ações das empresas brasileiras na bolsa? A julgar pelo histórico mais recente, o institucional.

Aproveitando a liquidação das posições nas carteiras gringas, fundos e bancos nacionais andaram corrigindo a exposição historicamente baixa ao mercado doméstico, comprando R$ 5,6 bilhões mais do que venderam em ações brasileiras somente neste mês até o dia 16. Com isso, o fluxo dos investidores institucionais neste ano foi de uma saída de R$ 10,3 bilhões no começo de abril para R$ 4,7 bilhões negativos.

Hoje, no entanto, o comportamento do dólar reforçou a narrativa do retorno dos "gringos arrependidos". A alta do petróleo adicionou pressão sobre a moeda americana na disputa contra as emergentes.

  • dólar comercial recuou 1,32% e fechou a sessão em R$ 5,73. No acumulado do mês de abril, valorizou 0,39%. Mas, neste ano, o saldo é de desvalorização de 7,3% do dólar contra o real.
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    A despeito desse retrato, a situação não está tão mais favorável para os ativos de renda variável.

  • Para qual ativo vai o dinheiro?

    Se o cenário econômico é desfavorável às bolsas, o capital naturalmente migra para a renda fixa. Mas e se a situação não é lá muito melhor nem na renda fixa?

    Essa é a lebre levantada no mercado financeiro.

    • A taxa de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2026 saiu de 14,74% para 14,73% ao ano. Prêmios em contratos de curto prazo estão mais ligados às expectativas dos investidores para a Selic.
    • No médio prazo, os retornos da taxa para janeiro de 2029 oscilaram de 14,03% para 14,06% ao ano.
    • Já para janeiro de 2036, a taxa foi de 14,32% para 14,45%. Vencimentos com prazos mais longos refletem uma maior preocupação.
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