A atriz Vera Fischer, 73, não fugiu de nenhuma pergunta feita a ela, por mais espinhosa que fosse, no novo quadro do Fantástico Pode Perguntar, que estreou na noite do último domingo (27), na Globo.
Nele, fãs dentro do espectro autista se reuniram para interrogar a artista. Os assuntos percorreram vários momentos da vida e carreira de Vera, de sexo a polêmicas. A gravação foi realizada na Pinacoteca de São Paulo sob a condução da psiquiatra Daniela Bordini, especialista em autismo da Unifesp.
Uma das fãs quis saber se a atriz ainda fazia sexo. Sem pestanejar, Vera falou sobre suas particularidades. “Eu estou com 73 anos. Você sabe como eu faço sexo? Eu comigo mesma. Já ouviu falar em masturbação, né? É ótima, uma terapia maravilhosa”, disse.
A atriz também falou sobre seu casamento com o ator Felipe Camargo, 64, quem conheceu nos bastidores da novela “Mandala” (1987). Foi nessa época que Vera teve envolvimento com drogas, outro tema abordado na entrevista.
“Fomos muito felizes, mas tem casamentos que acabam. E, sim, eu me envolvi com drogas. Mas quem já não se envolveu com outras coisas? Drogas lícitas ou ilícitas, bebida, ou seja, lá o que for?”, respondeu.
“A cocaína é uma coisa que dá um poder, a pessoa se sente muito poderosa. Eu sou uma pessoa que nunca precisaria disso. Mas a gente teve muitas brigas, sim, por ciúme, incompreensão, imaturidade. Mas foi um casamento bacana enquanto durou”, emendou a artista, que com Camargo ficou até 1995. Ambos têm um filho.
Entre os assuntos, tudo sem qualquer censura, a veterana foi questionada sobre o seu relacionamento com o pai, que imigrou da Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial. "Você teve uma relação muito forte com seu pai, que tinha uma rigidez alemã.
Vera também falou abertamente sobre a relação com o pai, revelando que ele tinha pensamentos influenciados pelo nazismo. “Meu pai veio pro Brasil na época da Segunda Guerra. Ele dizia que o Hitler fazia discursos que a Alemanha ia ser maravilhosa. Meu pai acreditou naqueles discursos horrorosos. Ele tentou me fazer aquele livro do Hitler. Eu falei: ‘negativo’”, contou.
A atriz abordou ainda sua relação com as redes sociais e o enfrentamento dos haters. “Não tive celular até 2020. No começo, tinha muita coisa de hater. Fiquei estigmatizada durante muito tempo. Mas agora eu tenho uns fã-clubes que me tratam com tanto carinho, como se eu estivesse vivendo uma vida diferente, sem a dor de ódios antigos”, desabafou.
Sobre o passado com drogas, Vera reconheceu o envolvimento, mas minimizou a gravidade: “Sim, eu me envolvi com droga. Quem já não se envolveu com outras coisas? Não foi tão brabo assim. A cocaína dá um poder pra pessoa. A pessoa se sente muito poderosa. Eu nunca precisaria disso.”
Ela também relembrou o casamento com o ator Felipe Camargo, com quem teve o filho Gabriel. “Trabalhei com tantos atores e nunca tinha me apaixonado antes. Mas ali estávamos vivendo uma tragédia grega. Tivemos muitas brigas por ciúme, incompreensão e também imaturidade. Mas foi um casamento bacana enquanto durou.”
Entre os momentos mais emocionantes, Vera destacou os gestos dos filhos durante períodos difíceis. “Minha filha armou um esquema para me mandar para uma clínica na Argentina, onde fui muito bem tratada. E meu filho, ainda no primário, escreveu um bilhete dizendo para eu ficar linda e trabalhar, que guardo até hoje emoldurado.”