Saúde MENOPAUSA PRECOCE
MENOPAUSA PRECOCE: O QUE É, SINTOMAS CAUSAS E TRATAMENTO
VALIOSAS INFORMAÇÕES SOBRE MENOPAUSA PRECOCE
07/05/2025 19h49
Por: Redação Fonte: Jose Carlos

Menopausa precoce: o que é, sintomas, causas e tratamento

A menopausa é um assunto recorrente entre as mulheres após os 40 anos. Embora ocorra normalmente entre os 45 e 55 anos, pode acontecer mais cedo — como no caso da apresentadora Angélica, que disse ter entrado na menopausa aos 43. Hoje, a estrela tem 51.

O assunto reacendeu os holofotes sobre a menopausa precoce, cujo nome técnico é falência ovariana precoce — condição que afeta mulheres antes dos 40 anos e apresenta sintomas muito semelhantes à menopausa que ocorre na idade esperada, mas traz desafios adicionais, especialmente quando a mulher ainda deseja engravidar.

Abaixo, o ginecologista Dr. Luiz Fernando Pina, especialista em reprodução humana do Baby Center Medicina Reprodutiva, traz informações importantes sobre a menopausa precoce. 

A menopausa precoce pode acontecer antes dos 40 anos (Imagem: Yakobchuk | Shutterstock)

Em uma fase inicial, o envelhecimento precoce dos ovários pode ser um problema silencioso, que não causa sintomas, pois a mulher pode continuar tendo a menstruação e, sem saber, pode estar caminhando para uma menopausa precoce.

No entanto, à medida que há diminuição da produção de hormônios pelos ovários, é possível notar o aparecimento dos sintomas, sendo fundamental que o ginecologista seja consultado para que seja feita a avaliação dos sintomas, solicitada a realização de exames e iniciado o tratamento, caso exista necessidade.

Sintomas de menopausa precoce

Os principais sintomas de menopausa precoce são:

Os sintomas da menopausa precoce surgem antes do 40 anos e são semelhantes ao da menopausa comum, porém podem ser sentidos com mais intensidade devido à brusca interrupção dos hormônios sexuais. Conheça mais sintomas da menopausa.

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O teste de sintomas é apenas uma ferramenta de orientação, não servindo como diagnóstico e nem substituindo a consulta com o ginecologista.

As causas são variadas. Entre elas, estão doenças genéticas, como a síndrome do X Frágil e a síndrome de Turner; alterações cromossômicas, como mosaicos genéticos; doenças autoimunes, em que o corpo passa a produzir anticorpos contra o próprio ovário; e fatores externos, como cirurgias para retirada dos ovários, tratamentos de quimioterapia, radioterapia e trombofilias. Mesmo com todos os exames, em cerca de 30% dos casos a causa exata não é identificada, sendo considerada idiopática (desconhecida).

A reposição é essencial para compensar a falta de estrogênio e progesterona que o ovário deixará de produzir (Imagem: Aquarius Studio | Shutterstock)

O tratamento para a menopausa precoce se baseia em dois pilares principais. O primeiro é voltado à fertilidade: quando a falência ovariana é detectada precocemente, é possível preservar os óvulos por meio do congelamento, permitindo que a mulher mantenha sua possibilidade de gestação futura com material genético próprio.

O segundo pilar é a reposição hormonal, essencial para compensar a falta de estrogênio e progesterona que o ovário deixará de produzir. Essa reposição, combinada com mudanças no estilo de vida — como prática de atividades físicas, alimentação equilibrada e rica em fitoestrogênios —, contribui para o controle dos sintomas e prevenção de doenças associadas, como osteoporose.

Se o ovário já entrou em falência total, a mulher não ovula mais, e por isso não consegue engravidar naturalmente. No entanto, nos casos em que o ovário está em transição (climatério precoce), ainda pode haver ovulação esporádica. Quando há desejo de engravidar, a reprodução assistida com óvulos congelados ou doação de óvulos pode ser uma alternativa.

A ausência de estrogênio afeta diversos sistemas do corpo, já que esse hormônio está presente em tecidos como osso, cérebro, bexiga, vasos sanguíneos e pele. Com a queda hormonal, aumentam os riscos de osteoporose, infecções urinárias de repetição, doenças cardiovasculares, distúrbios do sono, alterações de humor, queda da libido e secura vaginal. O corpo inteiro sofre as consequências da falência ovariana, o que torna o acompanhamento médico e o tratamento adequado fundamentais para preservar a qualidade de vida da mulher.