Saúde ESTÁGIO DA GRAVIDEZ
SEMANA DE GRAVIDEZ: COMO O BEBÊ SE DESENVOLVE SEMANA A SEMANA
DESENVOLVIMENTO FETAL ESTÁGIOS SEMANAIS DE GRAVIDEZ
08/05/2025 14h03
Por: Redação Fonte: Jose Carlos

Etapas de desenvolvimento fetal

Semanas de gravidez: como o bebê se desenvolve semana a semana

As semanas de gravidez são marcadas principalmente pelo desenvolvimento do bebê, que é mais sensível nas primeiras 12 semanas, pois é a fase em que ocorre uma rápida multiplicação de células e formação dos principais órgãos.

No entanto, durante toda a gestação também acontecem várias alterações no corpo da mulher, que podem resultar em vários sintomas e desconfortos como enjoos matinais, cansaço ou sensibilidade nos seios, por exemplo.

 

Por volta das 12 semanas, acontece a formação da placenta e do cordão umbilical, que irão levar os nutrientes e o oxigênio necessários para o amadurecimento de todos os órgãos do bebê, que vão continuar a se desenvolver até o final da gestação, que geralmente dura em média 9 meses, ou 40 semanas, mas que pode se estender até às 42 semanas.

1 mês - até as 4 semanas gestação

O primeiro mês de gravidez corresponde às primeiras 4 semanas e o início do primeiro trimestre de gestação.

Nesta fase da gestação, a placenta ainda não está formada, mas o bebê encontra-se envolvido pelo saco gestacional que o protege de infecções ou pancadas e que é responsável por formar a placenta e a bolsa amniótica, estando presente até aproximadamente a 12ª semana de gestação. 

Mudanças na mulher: nessa fase, a implantação do óvulo fecundado no útero, estimula o corpo da mulher a produzir o hormônio beta-HCG para criar condições do bebê se desenvolver. Esse aumento hormonal, pode causar os primeiros sintomas da gravidez, como enjoos matinais, cansaço ou sensibilidade nos seios, que muitas vezes podem ser confundidos com sintomas da TPM. Saiba diferenciar os sintomas de gravidez e TPM

Mudanças no bebê: ao final do primeiro mês, o tamanho do bebê é cerca de 2 milímetros e o tubo neural que dará origem ao sistema nervoso e cérebro do bebê já está formado. Veja mais sobre desenvolvimento do feto na 4ª semana de gestação.

Fecundação

Durante um ciclo menstrual normal, um óvulo (oócito) costuma ser liberado de um dos ovários aproximadamente 14 dias depois da menstruação anterior. A liberação do óvulo se chama de ovulação. O óvulo então entra na extremidade em forma de funil de uma das duas trompas de Falópio.

Durante a ovulação, o muco do colo do útero (a parte inferior do útero) torna-se mais ralo e elástico, permitindo que os espermatozoides entrem no útero rapidamente. Depois de aproximadamente cinco minutos, o espermatozoide desloca-se da vagina, entrando através do colo do útero no interior do útero até a trompa de Falópio, que é o local onde normalmente ocorre a fecundação.

Se a fecundação não ocorrer, o óvulo se move através das trompas de Falópio até o útero, onde ele é eliminado do útero na menstruação seguinte.

A fecundação ocorre quando um espermatozoide penetra no óvulo. As células que revestem a trompa de Falópio têm estruturas semelhantes a pelos, chamadas cílios, que ajudam a empurrar o ovo (zigoto) através da trompa até a cavidade uterina. As células do zigoto se dividem (em duas células) várias vezes enquanto o zigoto se desloca pela trompa de Falópio até o útero. O zigoto entra no útero no prazo de três a cinco dias.

Uma vez dentro do útero, as células continuam a dividir-se e convertem-se em uma esfera oca denominada blastocisto. O blastocisto se implanta na parede do útero aproximadamente seis dias após a fecundação.

Gêmeos podem ser idênticos ou fraternos. Os gêmeos idênticos surgem quando um único ovo se separa em dois embriões depois de ter começado a se dividir. Uma vez que um óvulo foi fecundado por um espermatozoide, o material genético nos dois embriões é o mesmo. Se mais de um óvulo for liberado e fecundado, os gêmeos resultantes são fraternos em vez de idênticos, pois o material genético em cada óvulo e em cada espermatozoide é ligeiramente diferente.

Em uma gravidez de trigêmeos, três óvulos podem ser fecundados ou, às vezes, dois dos embriões são gêmeos idênticos (quando um ovo se divide em dois) e o terceiro embrião não é idêntico. Diferentes combinações de embriões idênticos e não idênticos também podem ocorrer em gestações até com mais de três embriões

Uma vez por mês, um óvulo é liberado do ovário para uma das trompas de Falópio. Depois da relação sexual, os espermatozoides se deslocam da vagina através do colo do útero, entram no útero e chegam às trompas de Falópio, onde um espermatozoide fecunda o óvulo. O ovo (zigoto) se divide várias vezes enquanto se desloca através da trompa de Falópio até o útero. Primeiro, o zigoto se torna uma esfera sólida de células. Então se torna uma esfera oca de células, chamada blastocisto.

Dentro do útero, o blastocisto implanta-se na parede uterina, onde se transforma em um embrião ligado a uma placenta e rodeado por membranas cheias de líquido.

 

Desenvolvimento do blastocisto

Aproximadamente seis dias após a fecundação, o blastocisto se prende à parede da cavidade uterina, normalmente perto da parte superior. Esse processo, denominado implantação, termina por volta do 9º ou do 10º dia.

A parede do blastocisto tem a espessura de uma célula, exceto em uma região, na qual a espessura equivale à de três ou quatro células. As células internas nessa área espessada convertem-se no embrião, enquanto as células externas penetram na parede do útero e convertem-se na placenta. A placenta produz vários hormônios que ajudam a manter a gravidez. Por exemplo, a placenta produz a gonadotrofina coriônica humana, um hormônio que previne que os ovários liberem mais óvulos e os estimula a produzir estrogênio e progesterona continuamente. A placenta também transporta oxigênio e nutrientes da mãe para o feto e resíduos do feto para a mãe.

Algumas das células da placenta se transformam em uma camada externa de membranas (córion) ao redor do blastocisto em desenvolvimento. Outras células se transformam em uma camada interna de membranas (âmnio), que forma a bolsa amniótica. Quando a bolsa é formada (por volta do 10º ao 12º dia), o blastocisto é considerado um embrião. Essa bolsa se enche com um líquido transparente (líquido amniótico) e se expande para envolver o embrião em desenvolvimento, que flutua dentro dela.

Desenvolvimento do embrião e da placenta

O próximo estágio do desenvolvimento corresponde ao embrião, que se desenvolve dentro da bolsa amniótica, sob o revestimento do útero de um dos lados. Esse estágio se caracteriza pela formação da maior parte dos órgãos internos e das estruturas externas do corpo. O coração e os principais vasos sanguíneos se desenvolvem já no início da gestação, aproximadamente 16 dias após a fecundação. O coração começa a bombear líquido e, em seguida, sangue através dos vasos sanguíneos aproximadamente na quinta semana (três semanas após a fecundação). A maioria dos outros órgãos começa a se formar aproximadamente na 5ª semana de gestação.

Quase todos os órgãos estão completamente formados aproximadamente na 12ª semana de gestação. As exceções são o cérebro e a medula espinhal, que continuam a se formar e a se desenvolver durante a gestação.

A maioria das malformações congênitas (defeitos de nascimento) ocorre durante o período de formação dos órgãos. Esse é o período em que o embrião está mais vulnerável aos efeitos de medicamentos, entorpecentes, infecções virais e radiação. Portanto, as gestantes não devem receber nenhuma vacina com vírus vivo. A gestante deve tomar apenas medicamentos que sejam essenciais para sua saúde e que sejam sabidamente seguros na gravidez (consulte Segurança de medicamentos durante a gestação).

À medida que a placenta se desenvolve, pequenas projeções semelhantes a dedos (vilosidades) se formam e se prolongam para o interior da parede do útero. Essas projeções se ramificam várias vezes e formam uma configuração em árvore. Essa configuração aumenta muito a área de contato disponível para que líquidos, oxigênio e nutrientes passem dos vasos sanguíneos da mãe para o feto e para que dióxido de carbono e resíduos passem do embrião para a mãe.

Placenta e embrião por volta da 8ª semana

O desenvolvimento da maioria dos principais sistemas de órgãos do embrião já começou até a 8ª semana de gestação (seis semanas após a fecundação). Além disso, a placenta já se desenvolveu e formou pequenas projeções semelhantes a dedos (vilosidades) que se prolongam para o interior da parede do útero.

As vilosidades fazem parte do sistema circulatório do embrião. Os vasos sanguíneos transportam sangue do embrião através do cordão umbilical e das vilosidades placentárias. Em seguida, o sangue retorna para o embrião. Os vasos sanguíneos da mãe passam perto das vilosidades placentárias e o sangue materno preenche o espaço ao redor das vilosidades. Os vasos sanguíneos da mãe e do embrião são separados por uma membrana fina. O sangue não passa diretamente da mãe para o embrião.

Líquido, oxigênio e nutrientes atravessam a membrana da mãe para o embrião, e dióxido de carbono e resíduos passam do embrião para a mãe.

As células da placenta também se desenvolvem criando o saco amniótico. Duas camadas de membranas se formam ao redor do embrião: o âmnio (membrana interna) e o córion (membrana externa). O âmnio e o córion criam um saco (saco amniótico) ao redor do embrião. O saco é preenchido com líquido (líquido amniótico) e o embrião flutua no líquido.

O líquido amniótico oferece um espaço no qual o embrião pode crescer livremente e ajuda a proteger o embrião contra lesões. A bolsa amniótica é forte e elástica.

A placenta está totalmente formada por volta da 18ª ou 20ª semana, mas continua a crescer durante toda a gravidez. No momento do parto, ela pesa aproximadamente 0,5 kg.

órgãos e sistemas que já se formaram crescem e se desenvolvem da seguinte forma:

  • Até a 12ª semana de gestação: O feto preenche toda a cavidade uterina. À medida que a gestação avança, o útero aumenta conforme o feto cresce.

  • Por volta da 14ª semana: O sexo pode ser identificado durante o ultrassom.

  • Por volta da 16ª à 20ª semana: A gestante costuma sentir pela primeira vez os movimentos do feto. A mulher que já teve outra gravidez costuma sentir os movimentos duas semanas antes das mulheres na primeira gestação.

     
       

     
     

     
       
     

    2 meses - 5 a 8 semanas de gestação

    O 2º mês da gestação corresponde às semanas 5 a 8 de gravidez, sendo que a maioria das mulheres descobrem que estão grávidas nessa fase da gestação.

    Mudanças na mulher: é comum a mulher apresentar sintomas de mal-estar e enjoos pela manhã que, geralmente, duram até o final do 3º mês de gestação, sendo causados pelas rápidas mudanças hormonais. Algumas dicas para melhorar estes sintomas podem ser evitar cheiros fortes e alimentos intensos, não ficar muito tempo em jejum e descansar, pois o cansaço tende a aumentar os enjoos. Confira alguns remédios caseiros para enjoo na gravidez

    Mudanças no bebê: no início do 2º mês, o coração do bebê é formado e começa a bater e bombear sangue em ritmo acelerado. Até o final deste mês, outros órgãos, como os pulmões, fígado, intestino e rins, também começam a se formar, assim como os neurônios e os pequenos botões que darão origem aos braços e pernas. 

    Ao final do 2º mês, o feto ainda é muito pequeno, medindo cerca de 25 milímetros. Nesta fase, é possível saber o sexo do bebê através do exame de sexagem fetal, feito através da análise de uma amostra de sangue materno. Saiba como é feito o exame de sexagem fetal.  

    3 meses - 9 a 13 semanas de gestação

    O 3º mês de gravidez, corresponde às semanas 9 a 13 da gestação, e também ao fim do primeiro trimestre de gravidez. 

    Mudanças na mulher: durante esse período, a barriga da mulher começa a aparecer, os enjoos matinais geralmente não são mais tão frequentes e as mamas ficam cada vez mais volumosas, o que aumenta o risco de ficar com estrias. Saiba mais como evitar as estrias na gravidez

    Mudanças no bebê: este mês da gestação é marcado pela formação de ossos e cartilagens, dos canais auditivos, narinas e cotovelos, já sendo possível o bebê flexionar os braços. Além disso, os órgãos do bebê já estão formados e começam a funcionar, mas continuam a se desenvolver e amadurecer até o final da gravidez. Além disso, os ovários ou os testículos, também já estão completamente formados. 

    Ao final do 3º mês, o bebê mede cerca de 7,4 centímetros e a placenta já está completamente formad