Saúde GRIPE AVIÁRIA
CIENTISTA EXPLICA RISCO DE MUTAÇÃO GERAR PANDEMIA DE GRIPE AVIÁRIA
QUAL É RISCO DA GRIPE AVIÁRIA PARA Á SAÚDE HUMANA
18/05/2025 19h23
Por: Redação Fonte: Jose Carlos

Cientista explica risco de mutação gerar pandemia de gripe aviária

OBrasil confirmou recentemente o primeiro foco de gripe aviária em uma granja comercial, marcando uma mudança significativa no cenário da doença no país. Até então, os casos haviam sido restritos a aves silvestres. A nova ocorrência acende um alerta entre especialistas, que apontam o aumento do risco de mutações no vírus, especialmente o H5N1, com potencial pandêmico.

O alerta foi feito pelo professor Klinger Soares Faíco Filho, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em artigo publicado na plataforma The Conversation Brasil. Segundo ele, a presença do vírus em ambientes com alta densidade de aves e intensa interação humana, como granjas, eleva consideravelmente a chance de o patógeno sofrer mutações que poderiam facilitar a transmissão entre pessoas — algo que, até o momento, não ocorre de forma sustentada com o H5N1.

O que é o H5N1?

O H5N1 é uma variante do vírus Influenza A, que circula principalmente entre aves, mas também pode infectar mamíferos, incluindo humanos, em determinadas situações. Embora os casos em humanos sejam raros, a taxa de mortalidade entre os infectados é elevada: ultrapassa 50%, conforme dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

A transmissão entre pessoas ainda é extremamente rara, mas o potencial de mutação do vírus preocupa. "Os vírus Influenza têm a capacidade natural de se modificar. Quando dois tipos diferentes infectam o mesmo hospedeiro, podem trocar material genético e gerar uma nova variante mais perigosa", explica Faíco Filho. Foi o que ocorreu com o H1N1 em 2009, que combinou genes de gripe humana, suína e aviária, e se espalhou rapidamente pelo mundo.

O que é o H5N1?

O H5N1 é uma variante do vírus Influenza A, que circula principalmente entre aves, mas também pode infectar mamíferos, incluindo humanos, em determinadas situações. Embora os casos em humanos sejam raros, a taxa de mortalidade entre os infectados é elevada: ultrapassa 50%, conforme dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

A transmissão entre pessoas ainda é extremamente rara, mas o potencial de mutação do vírus preocupa. "Os vírus Influenza têm a capacidade natural de se modificar. Quando dois tipos diferentes infectam o mesmo hospedeiro, podem trocar material genético e gerar uma nova variante mais perigosa", explica Faíco Filho. Foi o que ocorreu com o H1N1 em 2009, que combinou genes de gripe humana, suína e aviária, e se espalhou rapidamente pelo mundo.

Brasil está preparado?

O país conta com sistemas de vigilância estruturados tanto na saúde humana quanto animal, mas especialistas destacam a necessidade de maior integração entre essas áreas. A abordagem conhecida como “One Health” (Saúde Única) propõe exatamente essa articulação entre saúde humana, animal e ambiental.

Para o cientista, é fundamental monitorar trabalhadores expostos, ampliar a testagem, reforçar o uso de equipamentos de proteção e aprimorar os protocolos de biossegurança nas granjas. Além disso, é necessário intensificar o sequenciamento genético de amostras positivas em aves e em pessoas com sintomas respiratórios nas regiões de risco.

População deve manter a calma e a atenção

Segundo Faíco Filho, é importante que a população entenda que não há risco de contrair gripe aviária por meio do consumo de carne de frango ou ovos, desde que estejam devidamente cozidos. O verdadeiro perigo está nos ambientes de criação intensiva de aves e na vigilância epidemiológica.

Editado por:José Carlos