Uma vacina contra gonorreia será lançada na Inglaterra como parte de um programa pioneiro no mundo, anunciaram autoridades. O imunizante é considerado um marco histórico "para a saúde sexual” e terá como objetivo combater os níveis crescentes de infecções sexualmente transmissíveis (IST). Os casos de gonorreia estão crescendo no mundo com alertas sobre algumas cepas resistentes a antibióticos.
De acordo com informações do 'The Guardian', a vacina já existe e é conhecida como 4CMenB, atualmente usada contra a meningite B, uma infecção bacteriana grave que pode causar meningite e sepse.
O imunizante se mostrou eficaz contra gonorreia e já está disponível no sistema de saúde da Inglaterra, onde é usada no programa de rotina infantil e administrada contra a meningite B em bebês com oito, 16 semanas e um ano de idade.
Os sintomas da gonorreia podem incluir corrimento verde ou amarelo, dor ao urinar e dor e desconforto no reto. Nas mulheres, os sintomas podem incluir dor na parte inferior do abdômen ou sangramento entre os períodos menstruais. No entanto, muitas pessoas não apresentam sintomas.
A vacina contém proteínas da Neisseria meningitidis, a bactéria que causa a doença meningocócica, que está intimamente relacionada geneticamente com a Neisseria gonorrhoeae, a bactéria que causa a gonorreia.
Ainda segundo o 'The Guardian', estudos do Comitê Conjunto de Vacinação e Imunização (JCVI) sugerem que a vacina 4CMenB tem entre 32,7% e 42% de eficácia contra a gonorreia e, embora a vacinação reduza o risco de infecção, ela não o eliminaria completamente. No entanto, o JCVI disse que a vacinação seria benéfica, já que acredita-se que uma infecção anterior por gonorreia ofereça pouca proteção contra infecções futuras.
A vacina, chamada 4CMenB, já é usada para prevenir a meningite B, uma infecção bacteriana grave. Estudos mostraram que ela também é eficaz contra a gonorreia e está disponível no sistema de saúde da Inglaterra, sendo administrada a bebês no programa de vacinação infantil.
Os sintomas da gonorreia podem incluir corrimento verde ou amarelo, dor ao urinar, e dor ou desconforto no reto. Nas mulheres, os sintomas podem ser dor abdominal inferior ou sangramento entre os períodos menstruais, embora muitas pessoas possam ser assintomáticas.
A vacina 4CMenB contém proteínas da Neisseria meningitidis, bactéria responsável pela meningite, que é geneticamente similar à Neisseria gonorrhoeae, causadora da gonorreia.
Estudos indicam que a vacina tem entre 32,7% e 42% de eficácia na prevenção da infecção, reduzindo o risco, embora não elimine totalmente a possibilidade de infecção futura.
O lançamento da vacina ocorre em um contexto de preocupação com a resistência crescente da gonorreia a antibióticos, como a ceftriaxona, e a emergência de cepas “extensivamente resistentes a medicamentos” (XDR), que não respondem nem à ceftriaxona nem a tratamentos alternativos.
Nesse cenário, a vacina se torna uma ferramenta importante no combate à gonorreia e nas infecções resistentes aos antibióticos.
A gonorreia, ocasionada por uma bactéria que se espalha através de relações sexuais desprotegidas, atinge principalmente indivíduos com menos de 30 anos, com uma predominância notável entre os homens.
A vacina, lançada pelo Serviço Nacional de Saúde britânico (NHS, na sigla inglesa), será, numa fase inicial, destinada apenas a homens homossexuais e bissexuais com um historial de múltiplos parceiros sexuais ou portadores de uma doença sexualmente transmissível.
Oscasos de infeções sexualmente transmissíveis também dispararam recentemente em Portugal e na Europa. Os especialistas alertam que é preciso agir de forma rápida para travar as transmissões.
O alerta ganhou força depois dos números divulgados no início do ano pelo Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças. Sabe-se que todos os dias se registam mais de um milhão de novos casos de doenças sexualmente transmissíveis. As mais comuns são, além da gonorreia, a clamídia e a sífilis.
Em 2023, foram confirmados quase 100 mil casos de gonorreia na Europa, o que corresponde a um aumento de 31% em relação a 2022.
Se não for tratada, a doença pode causar diversos sintomas, que vão desde a inflamação da zona genital até à infertilidade.
Com a noticia: Sic Noticias
Editado por: José Carlos