Economia EMPRESAS EUROPEIA
EMPRESAS EUROPEIAS CORTAM CUSTOS E REDUZEM INVESTIMENTOS DA CHINA
EMPRESAS EUROPEIAS REDUZEM INVESTIMENTO NA CHINA
28/05/2025 12h04
Por: Redação Fonte: Jose Carlos

Empresas europeias cortam custos e reduzem investimentos na China
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Empresas europeias estão cortando custos e diminuindo investimentos na China devido à desaceleração econômica e à concorrência local intensa. Segundo pesquisa da Câmara de Comércio da União Europeia, 71% apontam o crescimento fraco como principal desafio.

A sobrecapacidade em setores como veículos elétricos, impulsionada por subsídios estatais, levou a guerras de preços e exportações em massa. Isso resultou em margens de lucro menores e queda na confiança empresarial.

Apenas 12% das empresas esperam aumento de lucros no curto prazo, e 44% preveem mais barreiras regulatórias. Muitas estão transferindo investimentos para o Sudeste Asiático e Europa.

Os desafios refletem uma economia chinesa prejudicada por uma crise imobiliária prolongada que influenciou os gastos dos consumidores. Pequim também enfrenta uma crescente resistência da Europa, e dos Estados Unidos, relativamente ao aumento das exportações.

"O cenário deteriorou-se em muitos indicadores-chave", afirmou a Câmara de Comércio da União Europeia na China na apresenação do seu Business Confidence Survey 2025.

As mesmas forças que estão a impulsionar as exportações chinesas estão a deprimir as perspetivas de negócio no mercado chinês.

As empresas chinesas, muitas vezes atraídas por subsídios governamentais, investiram tanto em setores específicos, como o dos veículos elétricos, que a capacidade das fábricas ultrapassa largamente a procura.

O excesso de capacidade deu origem a ferozes guerras de preços que reduziram os lucros e a um impulso paralelo das empresas para os mercados estrangeiros.

Carros Avatr da Changan num centro de logística perto da Estação Terminal de Contêineres da Ferrovia de Chongqing, na terça-feira, 20 de maio de 2025.Andy Wong/Copyright 2025 The AP. All rights reserved

Na Europa, esta situação criou o receio de que as crescentes importações da China pudessem prejudicar as suas próprias fábricas e os trabalhadores que empregam.

No ano passado, a UE impôs tarifas aos veículos elétricos chineses, alegando que a China tinha subsidiado injustamente a produção de veículos elétricos.

"Penso que existe uma perceção clara de que os benefícios das relações bilaterais de comércio e investimento não estão a ser distribuídos de forma equitativa", afirmou Jens Eskelund, presidente da Câmara de Comércio da UE na China, aos jornalistas no início desta semana.

Eskelund aplaudiu os esforços da China para estimular o consumo, mas disse que o governo também deve tomar medidas para garantir que o crescimento da oferta não ultrapasse o da procura.

Os resultados do inquérito mostram que a pressão descendente sobre os lucros aumentou no ano passado e que a queda da confiança das empresas ainda não atingiu o seu ponto mais baixo, disse Eskelund. Cerca de 500 empresas associadas responderam ao inquérito entre meados de janeiro e meados de fevereiro.

 

 Por:Veronoticias