Cinco suplementos da Alwaysfit para sono e alívio de dores são proibidos pela Anvisa
Legenda: No site da empresa, os produtos são vendidos, em média, pelos valores de — R$ 39,90 a 49,90 — referente a embalagens padrão de 30 ml
Foto: Divulgação
Cinco suplementos da marca Alwaysfit foram proibidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Conforme a decisão, publicada no Diário Oficial da União (DOU) na última sexta-feira (23), estão suspensos o uso, a comercialização, distribuição, fabricação e propaganda dos referidos produtos da marca, apresentados no mercado como aliados da qualidade do sono, para o alívio da dor muscular e articular, saúde da próstata, melhora dos níveis de energia, entre outros.
e acordo com a Anvisa, a decisão foi tomada devido à presença de "ingredientes não avaliados para segurança de uso sublingual".
Confira suplementos suspensos pela Anvisa
- Suplemento alimentar líquido de melatonina da marca Alwaysfit;
- Suplemento alimentar líquido de melatonina spray da marca Alwaysfit;
- Suplemento alimentar de óleo de semente de abóbora da marca Alwaysfit;
- Suplemento alimentar líquido Curcumais/Alwaysfit;
- Suplemento alimentar em gotas de metil-B9B12 da marca Alwaysfit.
- Conforme a Resolução--RE Nº 1.980 da Anvisa, está determinada a suspensão desses produtos da Alwaysfit porque eles "não possuem segurança de uso da forma como estão sendo indicados". A decisão tem o objetivo de "mitigar o risco sanitário que a população está exposta".
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Entenda o motivo da suspensão dos suplementos
Risco do uso sublingual sem avaliação adequada
A principal preocupação da Anvisa é o modo de administração desses suplementos, que são usados por via sublingual. Segundo a agência, essa forma de uso permite que as substâncias sejam absorvidas diretamente pela mucosa da boca, o que leva a um metabolismo diferente daquele de suplementos ingeridos normalmente, via digestiva.
De acordo com a Anvisa, os limites de segurança para nutrientes e substâncias bioativas foram definidos pela Instrução Normativa nº 28/2018, com base na ingestão oral. Contudo, os produtos suspensos utilizam a via sublingual, que não possui parâmetros estabelecidos quanto à segurança, o que representa risco sanitário.
Por:O Informante