Por que a perda de força do dólar não é tese estrutural entre muitas gestoras globais |Donald Trump observado pelo secretário do Tesouro, Scott Bessent (à esq.), e pelo secretário de Comércio, Howard Lutnick, na Casa Branca (Foto: Jim Watson/AFP via Getty Images)(JIM WATSON)
Os investidores enfrentam novas incertezas sobre as políticas tarifárias do presidente Donald Trump, impactando a economia americana e a resiliência do dólar. A Brookfield Properties anunciou planos de expandir seu portfólio no Brasil, focando em grandes hotéis em capitais como São Paulo e Rio de Janeiro. O CEO da empresa, Hilton Rejman, afirmou que a busca se concentra em hotéis de grande porte, destacando que a empresa prefere "grandes oportunidades".
O dólar apresentou uma queda significativa, recuando cerca de 8% em relação ao real, enquanto o índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana frente a outras divisas, acumula baixa de 8,5% em 2025. Apesar do enfraquecimento, Rodrigo Aloi, chefe de pesquisa da HMC Capital, acredita que o dólar continuará sendo a principal forma de reserva global de valor.
Os futuros das ações dos EUA caíam nesta manhã, refletindo a incerteza sobre as tarifas de Trump e seu impacto na economia. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, mencionou que as negociações comerciais com a China estão "um pouco paradas". A situação fiscal dos EUA também gera preocupações, com um déficit orçamentário crescente e a possibilidade de rebaixamento da nota de crédito do país.
Além disso, o governo dos EUA planeja ampliar as vendas de armas para Taiwan, enquanto a China vê um aumento nas vendas de carros elétricos na Europa, apesar das tarifas. A situação em Gaza também é tensa, com Israel concordando com uma trégua de 60 dias proposta pelos EUA.
O Índice de Incerteza Global está em alta, impulsionado pelo vai e vem das tarifas do presidente dos EUA, Donald Trump. O cálculo, realizado com base nos relatórios da Unidade de Inteligência da revista The Economist, indica a gravidade do cenário: janeiro de 2025 foi o terceiro pior mês do índice nos últimos 17 anos – atrás apenas do início da pandemia de Covid-19 (2020) e da última guerra tarifária de Trump contra a China (2019).
A taxa atual supera o patamar registrado em outras crises de peso, como o colapso da dívida de países europeus (2012) e o plebiscito que levou à saída do Reino Unido da União Europeia (2016).
Por:Portal Tela