Brasil NITENDO SWITCH 2
NITENDO SWITCH 2 É LANÇADO NO BRASIL, VEJA NOVIDADES E COMPATIBILIDADE
NITENDO SWITCH 2 CHEGA AO BRASIL E AGITA FÃS
05/06/2025 18h00
Por: Redação Fonte: Jose Carlos

Nintendo Switch 2 é lançado no Brasil: veja preços, novidades e compatibilidade
Novo console da Nintendo chega com melhorias técnicas, novos jogos e o desafio de substituir um dos maiores sucessos da história dos games
 
Chegou a hora! Depois de anos de espera, a Nintendo enfim lançou o sucessor do Nintendo Switch. Com uma proposta idêntica ao anterior — e alguns recursos extras —, o Nintendo Switch 2 chega ao mercado com uma tarefa nem um pouco simples: substituir um dos consoles mais vendidos da história.
O Nintendo Switch foi lançado em 2017 com uma proposta única: embora o console em si seja um tablet (contando inclusive com um processador bastante parecido com o de tablets e smartphones), ele poderia ser encaixado em uma base e, assim, funcionar a partir da TV

O Nintendo Switch 2 chegou oficialmente ao Brasil nesta quinta-feira (5), com preço sugerido de R$ 4.500. 

O valor, portanto, gerou debates acalorados, especialmente entre consumidores atentos às diferenças cambiais e tributárias.

Nos Estados Unidos, o mesmo modelo custa US$ 450 (cerca de R$ 2.400 na conversão direta). 

Essa disparidade, por consequência, evidencia um problema estrutural: a alta carga tributária e os custos logísticos que incidem sobre produtos de tecnologia no Brasil.

Nintendo Switch 2 e os custos de importação no Brasil

A Nintendo não fabrica o Switch 2 localmente. 

Por esse motivo, o console chega ao país com uma série de encargos: impostos de importação, taxas alfandegárias, custos logísticos e margens do varejo. 

Esses fatores, portanto, somam-se ao valor original do produto e pressionam o preço final.

Apesar disso, a empresa afirmou que busca maneiras de reduzir esses custos sempre que possível. 

Ainda assim, muitos desses elementos estão fora de seu controle direto. 

Mesmo com esse desafio, a Nintendo promete observar oportunidades para baixar o preço futuramente.

Nintendo Switch 2. Imagem: Divulgação/Nintendo

Produção local ainda está fora dos planos

A Nintendo já analisou fabricar o console no Brasil.

No entanto, não avançou com a proposta por causa de obstáculos operacionais, fiscais e estruturais. 

Segundo a empresa, o cenário atual ainda não favorece a montagem local.

Ainda assim, a Nintendo acompanha de perto o ambiente regulatório. 

Caso as condições mudem — por exemplo, com a reforma tributária — a marca poderá reavaliar essa possibilidade. 

Por ora, o console continuará importado, como era esperado.

Brasil entra no calendário global

Desta vez, a Nintendo lançou o Nintendo Switch 2 no Brasil na mesma data do mercado internacional. Esse gesto, portanto, representa um avanço estratégico importante. 

Os novos recursos do Switch 2

No geral, o Switch 2 é mais uma evolução do que uma revolução do conceito do Switch original, mas ele traz alguns novos recursos bem interessantes.

Um deles é o Game Chat, um modo de conversas por voz ou vídeo. Ao usar uma câmera USB (que pode tanto ser o modelo oficial vendido pela Nintendo, como qualquer uma que você tiver sobrando em casa) e o microfone acoplado ao dispositivo, você consegue conversar com amigos durante as partidas online, além de transmitir suas jogatinas para colegas.

Switch 2 terá câmera para conexão com amigos (Imagem: Nintendo/Reprodução)

Outra grande mudança está nos controles Joy-Con 2, que acompanham o console. Assim como no caso dos Joy-Con do Switch, eles são destacáveis. Mas agora eles usam conectores magnéticos para se encaixarem ao aparelho.

Os Joy-Con 2 também contam com o modo mouse, permitindo usar um ponteiro para navegar tanto pela interface, quanto para controlar alguns jogos. Isso deve tornar a jogabilidade de certos títulos no Switch 2 bastante próxima ao que é possível em um PC com mouse. Gêneros como estratégia e tiro em primeira pessoa tendem a se beneficiar bastante desse recursos.

Switch 2: compatibilidade de jogos

O Switch 2 é retrocompatível com o Switch 1, o que significa que (quase todos) os títulos do primeiro console podem ser jogados no segundo. A Nintendo não confirma a compatibilidade completa para todos.

É importante ressaltar que o Switch 2 roda jogos do Switch 1 a partir de emulação — o processador é diferente demais do anterior para rodar games nativamente. Por isso, a empresa afirma que determinados títulos podem apresentar falhas ao rodar no novo console.

Apesar disso, os principais jogos do primeiro Switch poderão ser jogados no Switch 2, seja em versão digital ou em cartucho físico.

“The Legend of Zelda: Tears of the Kingdom” Imagem: Divulgação/Nintendo

Alguns games também receberão atualizações para o Switch 2, melhorando características como desempenho e taxa de quadros, ou simplesmente adicionando compatibilidade a recursos como o Game Chat. Para parte deles, o upgrade é gratuito. Outros receberão a Nintendo Switch 2 Edition, que, em alguns casos, adiciona até conteúdo extra aos jogos.

A atualização para a Nintendo Switch 2 Edition não é exatamente barata. “The Legend of Zelda: Breath of the Wild” e “The Legend of Zelda: Tears of the Kingdom” exigem um pagamento de R$ 60 para ganhar as novidades. Já “Super Mario Party Jamboree” e “Kirby and the Forgotten Land” custam R$ 120.

Além disso, o Switch 2 também terá jogos exclusivos, incompatíveis com o Switch original. Por parte da Nintendo, os dois primeiros serão “Mario Kart World” (disponível já a partir de hoje) e “Donkey Kong Bananza”, com a expectativa de mais games sendo anunciados nos próximos meses.

Switch 2: quanto custa?

O Switch 2 já está disponível nas lojas brasileiras custando a partir de R$ 4.500, ou R$ 4.800 em um pacote que acompanha “Mario Kart World”.

O preço dos jogos varia de título para título. “Mario Kart World”, por exemplo, sai por R$ 500, enquanto “Donkey Kong Bananza” tem preço sugerido de R$ 440. Games de outras distribuidoras podem ser mais baratos — “Cyberpunk 2077”, por exemplo, é vendido por R$ 340, enquanto “Yakuza 0 – Directors Cut” sai por R$ 250.

 

 
 Por: José Carlos