Em entrevista à Jovem Pan nesta sexta (13/6), o astro Sylvester Stallone, hoje com 78 anos, admitiu que a primeira montagem de Rambo – Programado Para Matar (1982) o deixou tão insatisfeito que considerou seriamente destruir o filme e evitar seu lançamento.
Durante a conversa, Stallone recordou que a versão bruta tinha mais de três horas de duração, incluindo diálogos extensos e cenas que tornavam o ritmo “lento e arrastado”. Ele disse que ele e seu agente sentiram náusea ao assisti-la, o que o fez cogitar comprar os negativos para queimá-los.
Com medo de que aquela versão pudesse arruinar sua carreira, Stallone decidiu fazer um recorte drástico. A montagem final, de aproximadamente 93 minutos, manteve apenas o essencial da trama: a vingança silenciosa de John Rambo contra autoridades locais, e momentos icônicos como o combate na mata e o enfrentamento final com o xerife.
O diretor Ted Kotcheff também foi crucial nessa transformação, trabalhando ao lado de Stallone para aparar excessos e trazer coesão ao roteiro. Foi abertamente reconhecido que sua intervenção salvou a produção e garantiu sua estreia nos cinemas.
Se hoje em dia, Rambo: Programado para Matar (1982) é considerado um clássico da ação, para o astro Sylvester Stallone (Tulsa King), nem sempre foi assim. O ator chegou a declarar em entrevista para Howard Stern, em 2019, que odiou o primeiro corte e cogitou "comprar e queimar tudo".
O longa, que no corte original tinha cerca de três horas de duração, era, nas palavras de Stallone, “muito ruim”. O roteiro continha diálogosembaraçosos, e seu personagem, o ex-combatente John Rambo, passava grande parte do tempo "filosofando" sozinho na floresta. “Tipo: o policial me aborda e pergunta: ‘Onde você pensa que está indo?’. E eu responderia: ‘Já viu Easy Rider? Pois sou o Easy Walker’”, lembrou Stallone, rindo da frase. Em outra cena, após atirar em uma coruja, Rambo soltava: “Toma essa, sua filha da puta comedora de ratos!”. O ator admitiu: “Não dá para falar isso!”
O impacto foi tão negativo que Stallone e seu agente passaram mal após a primeira exibição. “Esse filme, quando fizemos, era tão ruim, pelo menos na minha opinião. Até meu agente… saímos e vomitamos juntos no beco de tanto horror”, contou. Diante do desastre, a solução radical proposta foi tentar comprar os negativos para impedir que o filme chegasse aos cinemas. "Juro pelos meus filhos: tentamos comprar e queimar tudo", declarou o ator.
Mas, em vez de enterrar o projeto, Stallone tomou as rédeas: como corroteirista, reescreveu boa parte do longa, eliminou 40 minutos de material e teve uma ideia ousada: reduzir ao mínimo os diálogos de Rambo. “Disse: aqui vai uma ideia, cortar todos os meus diálogos. Cada fala. E fazer outras pessoas falarem sobre [ele]”, explicou. A estratégia funcionou. O novo corte, com apenas 1h33, transformou o potencial fracasso em um clássico do cinema de ação, abrindo caminho para uma das franquias mais bem-sucedidas da carreira de Stallone.
Editado por José Carlos