
Conhecida como a revista "mais rara" e "mais cara" da Playboy, publicação de entretenimento erótico que chegou ao fim no Brasil em 2017, a edição com a atriz e cantora Cleo Pires na capa foi colocada à venda pela bagatela de R$ 21 mil.

O dono de sebo Lucas Hit foi o responsável por anunciar a venda da edição de Cleo e justifica o preço por ser uma edição rara, em capa dura, com apenas 100 exemplares em todo o mundo e que foi feita para comemorar os 35 anos da Playboy.
A atriz Cleo Pires posou para a capa da revista Playboy em agosto de 2010, e a edição acabou se tornando um clássico muito valorizado entre colecionadores. Ela apareceu em duas capas diferentes que foram comercializadas nas bancas, além de uma capa exclusiva, produzida em apenas 100 exemplares, destinada à equipe que trabalhou na edição de aniversário de 35 anos da revista.
A capa rara foi anunciada por R$ 21 mil em um sebo virtual, que divulgou a negociação em sua página no Instagram. Lucas Hit, responsável pela venda, explicou que o comprador é um colecionador dos Estados Unidos que o procurou depois de ele ter vendido a mesma edição há três anos. Segundo Lucas, essa é a revista mais rara de toda a história da Playboy no Brasil.
Apesar do fim da Playboy no Brasil, há cinco anos, o interesse por colecionar exemplares da revista continua forte. Lucas afirma que já vendeu mais de 3 mil revistas nos últimos dois anos e que o colecionismo do impresso mantém-se vivo. Ele destaca que o prazer de ter uma revista física em mãos é algo que nenhuma mídia digital consegue substituir.
Responsável pela negociação, Lucas Hit explicou o motivo pelo qual a publicação de Cleo Pires na Playboy ter se tornado valiosa. “Esse é o Santo Graal das revistas do Brasil. Foram impressos apenas 100 exemplares e distribuída para alguns eleitos. Essa revista não foi vendida, tem uma capa dura especial com logo dourada e é numerada. Não existe ‘Playboy’ mais rara que essa”, disse, em entrevista ao jornal Extra.
“Somos a última geração dos amantes e colecionadores de revistas impressas. Além de colecionador, meu sebo existe para preservar a história das revistas”, afirmou ele.
Editado por: José Carlos
O valor pago por essa edição exclusiva reforça o quanto a nostalgia e a raridade mantêm vivo o mercado para esse tipo de material. Para muitos colecionadores, possuir revistas físicas tem um significado especial, ligado à memória e à experiência de manusear o papel, algo que o mundo digital ainda não alcançou.
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