REDES SOCIAIS
AUSTRÁLIA PROÍBE O USO DE REDES SOCIAIS POR MENORES DE 16 ANOS
AUSTRÁLIA PROÍBE O USO DE REDES SOCIAIS POR MENORES DE 16 ANOS
28/11/2024 18h42
Por: Redação Fonte: olhardigital.com.br

Austrália proíbe o uso de redes sociais por menores de 16 anos
A Austrália aprovou uma lei que proíbe menores de 16 anos de usarem redes sociais, com multas para as plataformas que não cumprirem a medid

O Parlamento australiano aprovou, nesta quinta-feira (28), uma legislação histórica que proíbe crianças menores de 16 anos de acessarem redes sociais. O objetivo da lei é proteger a saúde mental dos jovens no ambiente digital, apesar da oposição de empresas de tecnologia, que consideram as novas regras inviáveis.

As consequências para o descumprimento da nova lei recorrem totalmente sobre as plataformas, sem consequências para crianças, adolescentes ou seus pais (Imagem: AYO Production / Shutterstock.com)

Declaração do primeiro-ministro australiano sobre proibição de redes sociais para menores de 16 anos

  • O primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, enfatizou a importância da medida, afirmando que o governo quer garantir que as crianças australianas tenham uma infância saudável.
  • “Sabemos que algumas crianças tentarão burlar as regras, mas estamos enviando uma mensagem clara para as redes sociais: limpem suas plataformas”, disse Albanese.
  • A nova legislação se aplica a redes sociais populares como Facebook, Instagram, Snapchat e TikTok, conforme confirmado pelo próprio primeiro-ministro.
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  • Multas e críticas de empresas de tecnologia

    Embora a legislação não defina exatamente como as empresas de tecnologia deverão implementar os controles de idade, elas enfrentarão multas de até 50 milhões de dólares australianos (aproximadamente 32,4 milhões de dólares americanos) caso não cumpram as novas normas. A exigência de verificação de identidade com documentos oficiais, como RGs, não faz parte da legislação.

    Um estudo da YouGov, divulgado nesta terça-feira, revelou que 77% dos australianos apoiam a nova medida. A proposta de restrição de idade em redes sociais também está sendo discutida em outros países, como Noruega e Estados Unidos, onde, em estados como a Flórida, há desafios legais em torno da questão da liberdade de expressão.

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    Por outro lado, grandes empresas de tecnologia como a Meta, controladora do Facebook e Instagram, criticaram duramente a proposta. A empresa considerou a legislação “inconsistente e ineficaz” e pediu um adiamento da sua implementação, citando incertezas quanto às “medidas razoáveis” que precisam ser adotadas pelas plataformas.

    Elon Musk, proprietário do X (antigo Twitter), também criticou a lei, alegando que ela poderia ser uma maneira disfarçada de controlar o acesso à internet para todos os australianos.

    No entanto, plataformas como o YouTube e aplicativos de mensagens como o WhatsApp estão isentos dessa restrição.
 
 
 
Primeiro-ministro australiano Anthony Albanese (Imagem: Juergen Nowak / Shutterstock.com)

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Multas e críticas de empresas de tecnologia

Embora a legislação não defina exatamente como as empresas de tecnologia deverão implementar os controles de idade, elas enfrentarão multas de até 50 milhões de dólares australianos (aproximadamente 32,4 milhões de dólares americanos) caso não cumpram as novas normas. A exigência de verificação de identidade com documentos oficiais, como RGs, não faz parte da legislação.

Um estudo da YouGov, divulgado nesta terça-feira, revelou que 77% dos australianos apoiam a nova medida. A proposta de restrição de idade em redes sociais também está sendo discutida em outros países, como Noruega e Estados Unidos, onde, em estados como a Flórida, há desafios legais em torno da questão da liberdade de expressão.

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Por outro lado, grandes empresas de tecnologia como a Meta, controladora do Facebook e Instagram, criticaram duramente a proposta. A empresa considerou a legislação “inconsistente e ineficaz” e pediu um adiamento da sua implementação, citando incertezas quanto às “medidas razoáveis” que precisam ser adotadas pelas plataformas.

Elon Musk, proprietário do X (antigo Twitter), também criticou a lei, alegando que ela poderia ser uma maneira disfarçada de controlar o acesso à internet para todos os australianos.

Redator(a)
 

Ana Luiza Figueiredo é repórter do Olhar Digital. Formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), foi Roteirista na Blues Content, criando conteúdos para TV e internet.

 

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