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EUROPA PROÍBE INGREDIENTES DE ESMALTE EM GERAL POR RISCOS À SAÚDE

INGREDIENTES DE ESMALTE EM GEL É PROIBIDO POR RISCOS À SAÚDE

02/09/2025 às 20h30 Atualizada em 02/09/2025 às 21h26
Por: Redação Fonte: O Tempo
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EUROPA PROÍBE INGREDIENTES DE ESMALTE EM GERAL POR RISCOS À SAÚDE

Europa proíbe ingrediente de esmalte em gel por riscos à saúde; uso segue liberado no Brasil

Mãos de uma pessoa sendo cuidadas por uma manicure que aplica esmalte em gel nas unhas.

Esmalte em gel oferece durabilidade, mas é preciso estar atento aos ingredientes para garantir a saúde das suas unhas. Imagem: Freepik

O esmalte em gel conquistou várias pessoas que valorizam unhas duráveis e bonitas. Porém, uma recente decisão da União Europeia gerou um alerta mundial. O ingrediente TPO, presente em muitos esmaltes em gel, passa a ser proibido na Europa a partir de setembro de 2025 devido aos riscos potenciais à saúde, especialmente ligados à toxicidade reprodutiva.

Um ingrediente chave para a durabilidade e o brilho dos esmaltes em gel, o TPO (óxido de trimetilbenzoil difenilfosfina), está oficialmente proibido em produtos cosméticos na União Europeia a partir desta segunda-feira (1/9). A decisão, motivada por preocupações sobre sua potencial toxicidade para a reprodução, acende um debate global sobre a segurança do produto, que continua com uso autorizado no Brasil e nos Estados Unidos.

O TPO desempenha um papel fundamental na tecnologia dos esmaltes em gel. Ele atua como um fotoiniciador, a substância que reage à luz UV ou LED para endurecer o esmalte, criando a camada resistente que pode durar semanas sem lascar. Foi justamente essa função que o colocou no centro das atenções das agências reguladoras europeias.

Classificação de risco

O banimento foi o ápice de um processo iniciado em maio de 2024. Após análises, a União Europeia classificou o TPO como uma substância "CMR categoria 1B", indicando que estudos, majoritariamente em animais, apontaram potencial para ser carcinogênico, mutagênico ou tóxico para a reprodução. Embora os efeitos em humanos ainda não sejam considerados definitivos, a classificação foi suficiente para incluir o componente na lista de ingredientes proibidos em cosméticos.

A medida impactou diretamente toda a cadeia produtiva e de serviços de beleza na Europa. Fabricantes, importadores e salões de beleza tiveram que se adaptar à nova regra, sendo obrigados a eliminar seus estoques de produtos com TPO.

Segundo a determinação, não haverá "exceções, nem limite de tempo para vender" os itens que contenham a substância. Profissionais do setor manifestaram resistência, argumentando que o prazo para a substituição foi insuficiente.

Curiosamente, a proibição se restringe ao uso cosmético. "O TPO também é usado como um fotoiniciador em obturações dentárias — mas a proibição europeia se aplica apenas a ingredientes cosméticos", destaca um ponto levantado por importadores.

Outros pontos de atenção sobre esmaltação em gel

Além da questão química envolvendo o TPO, especialistas alertam para outros riscos associados à popular manicure em gel. O podólogo Dr. Saylee Tulpule apontou ao The Post que a própria luz UV, necessária para o procedimento, pode aumentar o risco de câncer de pele.

Outro ponto de vulnerabilidade é a saúde da própria unha. O processo de "afinar ou enfraquecer a placa ungueal antes de aplicar a cor de gel durável", como descreve o especialista, pode levar a danos estruturais.

Há também um risco biológico: quando o gel começa a se descolar da unha natural, cria-se um espaço úmido propício para a proliferação de bactérias como a Pseudomonas. Essa infecção pode causar uma mancha de coloração verde ou azul na unha.

Recomendações para os consumidores

Para os consumidores no Brasil, onde o TPO segue permitido pelas autoridades sanitárias locais, a recomendação de especialistas é a cautela. Aqueles que desejam minimizar riscos podem adotar algumas práticas:

  • Questionar o profissional: perguntar sobre a composição do esmalte e solicitar produtos livres de TPO, caso disponíveis;
  • Aumentar o intervalo: espaçar as sessões de manicure em gel para permitir que as unhas se recuperem;
  • Garantir a ventilação: realizar o procedimento em ambientes bem ventilados para reduzir a inalação de quaisquer compostos voláteis.

Por que a Europa proibiu o ingrediente do esmalte em gel?

O TPO (óxido de trimetilbenzoil difenilfosfina) foi alvo de estudos científicos que indicaram potencial para causar câncer, mutações genéticas e toxicidade reprodutiva – daí sua classificação como CMR categoria 1B pela União Europeia.

Após uma série de análises, chegou-se à proibição definitiva agora em 2025, sem período de transição ou exceções.

Diferenças entre a legislação europeia e brasileira sobre esmaltes

Na Europa, a preocupação com a saúde pública levou à proibição de cosméticos com TPO já em 2025. O bloco europeu segue normas rigorosas, priorizando a segurança e assumindo postura preventiva mesmo diante de suspeitas.

Já no Brasil, ainda não há restrição ao uso desse ingrediente, e os produtos contendo TPO permanecem disponíveis para venda e uso em salões e residências.

As autoridades brasileiras acompanham o tema, mas apontam ausência de comprovação definitiva dos riscos em humanos e reforçam que os produtos vendidos no Brasil estão dentro dos padrões sanitários vigentes. O debate sobre uma possível proibição continua em fase inicial.

Possíveis riscos do uso continuado no Brasil

A exposição contínua ao TPO, segundo pesquisas analisadas pelo bloco europeu, pode trazer riscos à saúde como alterações reprodutivas, mutações e até potencial carcinogênico. Além disso, outros fatores geram alerta:

  • Radiação UV necessária para a secagem do esmalte pode causar danos à pele e aumentar risco de câncer.
  • O afinamento da unha para preparação do procedimento pode fragilizar a estrutura e tornar as unhas suscetíveis a infecções.
  • O descolamento parcial do gel pode criar ambientes propícios para bactérias, como a Pseudomonas, resultando em manchas e desconforto.

Mesmo com o avanço do tema mundialmente, não há atual sinalização de mudança imediata na legislação brasileira, mantendo o alerta principalmente para quem faz uso frequente dessa técnica.

Alternativas seguras para unhas em gel

  • Prefira esmaltes em gel livres de TPO, quando disponíveis no mercado nacional.
  • Aposte em técnicas tradicionais de esmaltação.
  • Considere produtos hipoalergênicos, livres de substâncias potencialmente nocivas.
  • Caso continue usando esmalte em gel, aumente o intervalo das esmaltações e garanta que o procedimento seja realizado em ambiente ventilado, minimizando riscos à saúde.
Um frasco de esmalte de unhas verde-musgo metálico, virado de lado, com o líquido escorrendo em uma poça brilhante sobre uma superfície branca.
A escolha do esmalte certo faz toda a diferença para a saúde das suas unhas. Imagem: Freepik

O que dizem os especialistas sobre o caso?

Dermatologistas e podólogos recomendam cautela, principalmente para as pessoas que utilizam o esmalte em gel com frequência. Muitos alertam que, apesar da ausência de provas definitivas em humanos, a decisão europeia se fundamenta em fortes evidências laboratoriais.

Como identificar esmaltes em gel com ingredientes proibidos

Você pode verificar a presença do TPO consultando o rótulo do produto ou buscando informações junto ao fabricante. Fique atento a nomes químicos, como “óxido de trimetilbenzoil difenilfosfina” ou “TPO”, e questione sempre o profissional responsável pelo procedimento sobre a composição do produto utilizado.

  • Exija informação clara e completa sobre ingredientes.
  • Dê preferência a marcas que divulgam toda a composição dos esmaltes em gel.

Há previsão de mudanças na legislação brasileira?

Até o momento, não existe previsão oficial para que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proíba o ingrediente proibido na Europa em produtos brasileiros. O cenário pode mudar, especialmente se estudos futuros comprovarem riscos semelhantes àqueles observados no exterior.

Sua saúde em primeiro lugar

Com as mudanças recentes e dos riscos apontados, vale perguntar: o que pesa mais para você, a durabilidade do esmalte em gel ou a sua saúde e bem-estar? Avaliar a possibilidade de mudanças nos hábitos pode ser um caminho seguro para suas unhas e sua tranquilidade.

Fique atento às atualizações da legislação e priorize produtos confiáveis. Para mais notícias e dicas sobre saúde e bem-estar, continue explorando o portal Notícias Concursos.

Perguntas frequentes

  • O TPO está proibido em todos os países?
    Não. A proibição do TPO por enquanto é restrita à União Europeia. Brasil e Estados Unidos mantêm o ingrediente liberado para uso cosmético.
  • Como posso saber se meu esmalte em gel contém TPO?
    Procure no rótulo o nome químico “óxido de trimetilbenzoil difenilfosfina”, “TPO” ou consulte o fabricante.
  • Existe risco ao usar esmalte em gel só uma vez?
    O maior risco está no uso repetido. Exposições esporádicas são consideradas menos preocupantes pelos especialistas, porém a cautela permanece recomendada.
  • O que faz o TPO nos esmaltes?
    Atua como fotoiniciador, permitindo que o esmalte endureça sob luz UV/LED, conferindo maior durabilidade.
  • Há alternativas totalmente seguras para unhas duráveis?
    Sim, existem esmaltes tradicionais e versões em gel sem TPO ou com fórmulas hipoalergênicas no mercado nacional e internacional.
  • Os profissionais de beleza no Brasil estão avisados?
    Muitos já acompanham a discussão e alguns optam por usar fórmulas alternativas enquanto as autoridades não alteram a legislação.
  • Posso exigir a substituição do produto no salão?
    Sim, como consumidor, você pode solicitar produtos livres de TPO ou optar por outra técnica.
  • A ANVISA vai proibir o TPO em 2026?
    Até agora, não há decisão ou cronograma de proibição pela Anvisa para produtos de esmalte em gel.
  • O uso continuado pode causar problemas graves?
    Estudos apontam possível toxicidade reprodutiva e outros riscos a longo prazo, especialmente com o uso frequente.
  • Outros cosméticos podem ser afetados no futuro?
    Sim, há um movimento global de análise de ingredientes potencialmente tóxicos. Outros componentes também podem ser revisados por autoridades sanitárias.

 

Por: José Carlos

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