

Fernanda Varela
Publicado em 22 de setembro de 2025 às 10:59

Muito antes da fama, quando ainda sonhava em ser jogador em Lisboa, Cristiano Ronaldo vivia dias de aperto. Sem dinheiro, ele recorria a um McDonald’s próximo de onde morava. Lá, uma funcionária chamada Edna costumava oferecer hambúrgueres de graça para o menino franzino que mais tarde se tornaria um dos maiores nomes do futebol.
O gesto simples ficou guardado na memória do craque. Anos depois, já consagrado mundialmente, Ronaldo relembrou a história em entrevistas e fez questão de agradecer publicamente pela generosidade que recebeu na infância.
A repercussão levou à redescoberta de Edna, que foi localizada por uma rádio portuguesa. O reencontro foi marcado por emoção e, em clima de gratidão, Ronaldo expressou o desejo de recebê-la em sua casa. A lembrança reforça a ideia de que pequenos atos de bondade podem atravessar décadas e transformar histórias de vida.
Cristiano Ronaldo já revelou em entrevistas que, quando era criança, em Lisboa, muitas vezes não tinha dinheiro para comer e recorria a um McDonald’s perto do alojamento do Sporting. O jogador lembrou que ele e outros jovens pediam hambúrgueres que sobravam e eram ajudados por funcionárias da lanchonete.
Na época, Ronaldo só recordava o nome da supervisora, Edna. Mas, em conversa com a Rádio Renascença, uma das atendentes envolvidas na história, Paula Leça, confirmou que o futuro craque estava entre os meninos que esperavam por uma sobra na porta do restaurante.
“(Eles) Apareciam à frente do quiosque, como quem não quer a coisa, e, quando havia hambúrgueres a mais, a nossa gerente dava autorização para ceder. Um deles era Cristiano Ronaldo, que por acaso era o mais tímido. Era assim que acontecia quase todas as noites da semana”, contou. “Ele nem sempre era o que pedia. Ficava, até, para trás.”
Ao falar sobre a fase difícil, Ronaldo explicou em entrevista ao canal britânico ITV:
“Quando era miúdo, com uns 12 anos, não tínhamos dinheiro. E vivíamos juntamente com outros jovens jogadores provenientes de outras zonas do país. Era um período complicado, sem a família por perto. Tínhamos fome e havia um McDonald's por perto. Pedíamos os hambúrgueres que sobravam e uma senhora chamada Edna, mais outras duas raparigas, davam aquilo que sobrava. Espero que esta entrevista ajude a encontrá-las. Queria convidá-las a jantar comigo, em Turim ou em Lisboa. Quero poder devolver aquilo que fizeram por mim. Nunca me esqueci desse momento.”
A lembrança fez Paula rir. Ela disse que aceitaria o convite do craque para jantar e reviver a história. “Ainda estou a achar graça. Já tinha contado ao meu filho, que achava que era mentira, porque a mãe dele nunca na vida poderia ter dado um hambúrguer ao Cristiano Ronaldo.”
Por: José Carlos
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