Em entrevista, o acusado disse não estar arrependido e justificou ter matado a ex-mulher por suposta traição.
Fabiana Osmundo de Souza Campana, de 41 anos, foi vítima de homicídio. Foto: Reprodução/Redes Sociais
A pedagoga Fabiana Osmundo de Souza Campana, de 41 anos, foi assassinada com ao menos 30 facadas pelo ex-marido, na noite desta quarta-feira (24), em Sarandi, no Norte do Paraná. O crime foi cometido na frente dos filhos do casal, incluindo um menino de apenas cinco anos.
O autor, de 43 anos, foi preso em flagrante e confessou ter invadido a residência da vítima. Em entrevista, declarou não sentir arrependimento, justificando o crime por suposta traição. O homem já havia atuado como pastor em uma igreja evangélica.
Segundo a polícia, o casal estava separado desde junho, quando Fabiana solicitou medida protetiva após sofrer ameaças e perseguições. Horas antes do feminicídio, câmeras de segurança registraram o suspeito comprando a faca usada no ataque em um supermercado da cidade.
O autor do crime se identificou às autoridades como ex-pastor de uma igreja evangélica e confessou o assassinato sem demonstrar qualquer arrependimento.
Em depoimento, afirmou que matou a ex-companheira por “dignidade”, após uma suposta traição. “Eu matei ela por causa da minha dignidade, não sou moleque e vou cumprir meus anos de cadeia. Ela me traiu, tem que morrer. Não sou arrependido”, declarou o acusado, revelando uma motivação misógina e totalmente fora dos limites da lei e da ética.
Medida protetiva ignorada e crime premeditado
Fabiana estava separada do agressor desde junho e já possuía uma medida protetiva emitida pela Justiça, devido a um histórico de ameaças, perseguição e violência doméstica. Apesar disso, o homem continuava rondando a residência da vítima.
A investigação aponta que o feminicídio foi premeditado. Câmeras de segurança registraram o suspeito comprando a faca usada no crime em um supermercado horas antes do assassinato. Em seguida, ele foi até a casa da ex-esposa, que estava com o portão aberto, e cometeu o ataque brutal na frente dos filhos.
Diante dos fatos o filho mais velho do casal relatou à polícia que o pai o ameaçou de morte caso contasse o que viu. “Ele disse que voltaria para me matar também”, .
O homem foi preso em flagrante pela Polícia Militar, cerca de uma hora após o crime, quando retornou à residência da vítima. Ele segue detido e deve responder por feminicídio qualificado, descumprimento de medida protetiva e ameaça.
A prisão ocorreu cerca de uma hora após o crime, quando ele retornou à residência e foi contido por policiais militares. O filho mais velho da vítima relatou que o homem ainda teria ameaçado voltar para matá-lo.
Fabiana deixa filhos e familiares abalados pela tragédia, que reforça o alerta para os casos de violência doméstica e feminicídio no país.
Por: José Carlos