
Clube pode ser obrigado a escolher entre o atacante e o técnico, mas o jogador estaria em desvantagem, segundo imprensa inglesa
Mohamed Salah não costuma conceder muitas entrevistas, então, quando ele se aproximou dos microfones depois o tropeço do Liverpool diante do Leeds, já se esperava declarações bombásticas. E não deu outra. O egípcio de 33 anos deixou em aberto a chance de sair do clube e colocou dúvidas acerca do relacionamento com o técnico Arne Slot.
O desabafo foi alvo de muitas críticas na Inglaterra. James Pearce, do “The Athletic”, classificou as falas do jogador como “egoístas e desrespeitosas” e disse que ele “decepcionou o Liverpool”.
— Como se os campeões da Premier League não tivessem problemas o suficiente, agora há uma guerra civil entre um dos melhores jogadores da história do clube e o técnico lutando para salvar seu emprego depois da queda alarmante nos resultados —
Sam Wallace, do “Telegraph”, compartilhou opinião semelhante. “Salah fez a crise do Liverpool ser toda sobre ele e seu ego ferido”, escreveu ele em coluna no jornal.
— De todas as coisas que ele poderia ter feito, Salah certamente sabia que, para um técnico do Liverpool sob pressão e em um clube em problemas, essa era uma das atitudes mais danosas de todas — analisou.
Ex-meia dos Reds, Danny Murphy também não gostou da entrevista do camisa 11. Ele reconheceu que Salah tem o direito de estar “frustrado e irritado”, mas deveria manter isso como assunto interno.
— Bata na porta do técnico, veja os donos… Ao fazer isso, ele está causando um problema para o time e para o treinador, e fazendo tudo ser sobre ele — afirmou Murphy no “Match of the Day”, da “BBC Sport”.
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