Relatos indicam que empresário gritou nomes de autoridades enquanto permanecia detido em unidade federal de segurança máxima
O banqueiro Daniel Vorcaro teria tido um surto na Penitenciária da Papuda, em Brasília. De acordo com a coluna Radar, da revista Veja, o dono do Banco Master esmurrou as paredes da cela e precisou de atendimento médico.
As informações sobre o episódio foram divulgadas na sexta-feira (13). O caso ocorreu no mesmo dia em que a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para manter a decisão do ministro André Mendonça de manter a prisão do banqueiro.
O banqueiro Daniel Vorcaro teria tido um surto na Penitenciária da Papuda, em Brasília. De acordo com a coluna Radar, da revista Veja, o dono do Banco Master esmurrou as paredes da cela e precisou de atendimento médico.
Vorcaro teria gritado nomes de políticos e autoridades que tiveram ligações financeiras com ele.
Daniel Vorcaro foi preso no início de março. Nesta semana, ele foi encaminhado para uma cela de isolamento para a ala de saúde da penitenciária.
O espaço ocupado por Vorcaro tem entre sete e oito metros quadrados e conta com monitoramento por câmeras durante 24 horas por dia, exceto na área do banheiro.
O incidente teria ocorrido no mesmo dia em que a Segunda Turma do STF formou maioria para manter a decisão do ministro André Mendonça que determinou a prisão do banqueiro. De acordo com interlocutores da defesa, o comportamento do empresário foi marcado por forte agitação emocional, levando a administração do presídio a acionar o setor de saúde da unidade. Segundo os relatos, Vorcaro chegou a gritar nomes de políticos e outras autoridades públicas com quem teria mantido relações financeiras, demonstrando irritação com o que consideraria falta de apoio para reverter sua prisão.
O episódio aconteceu no mesmo dia em que a Segunda Turma do STF formou maioria de votos para manter a prisão do banqueiro, no âmbito das investigações que apuram supostas irregularidades envolvendo o Banco Master. Até o momento, o placar no julgamento virtual é de 3 votos a 0 pela manutenção da prisão, acompanhando o entendimento do ministro André Mendonça, responsável pela decisão que determinou a detenção do empresário.
O julgamento ocorre em ambiente virtual e está previsto para ser concluído na próxima sexta-feira (20). Ainda falta o voto do ministro Gilmar Mendes para o encerramento da análise. A decisão mantém Daniel Vorcaro custodiado por tempo indeterminado na Penitenciária Federal de Brasília, unidade de segurança máxima que abriga presos considerados de alta complexidade pelo sistema judicial.
Daniel Vorcaro está preso, desde a última sexta-feira (5), na unidade federal localizada em Brasília. Inicialmente, ele foi mantido em uma cela de isolamento, procedimento comum nos primeiros dias de custódia em presídios federais. Nesta semana, porém, o banqueiro foi transferido para a ala de saúde da penitenciária, setor destinado ao acompanhamento médico de detentos.
A cela onde ele passou a permanecer possui entre sete e oito metros quadrados e é monitorada por câmeras 24 horas por dia, com exceção apenas da área do banheiro, onde o monitoramento não é permitido por questões de privacidade. Outro detalhe da estrutura é que um vidro separa o espaço da cela da área onde permanecem profissionais de saúde, responsáveis por acompanhar o preso de forma contínua.
Esse modelo permite observação permanente do detento, especialmente em situações consideradas de risco ou instabilidade emocional.
No mesmo dia em que ocorreu o episódio dentro da penitenciária, Daniel Vorcaro também promoveu uma mudança significativa em sua equipe jurídica, substituindo os advogados responsáveis por sua defesa no inquérito que tramita no STF. A banca liderada pelo advogado Pierpaolo Bottini, do escritório Bottini & Tamasauskas, deixou o caso. Bottini já vinha declarando publicamente que não participaria de negociações envolvendo delação premiada no processo relacionado ao banqueiro.
Ao anunciar sua saída, o advogado afirmou que tomou a decisão por motivos pessoais. A defesa de Vorcaro passa agora a ser conduzida pelo criminalista José Luis Oliveira Lima, um dos nomes mais conhecidos da advocacia criminal no país.
A mudança é interpretada por interlocutores do caso como um indicativo de que Vorcaro pode estar disposto a negociar um acordo de delação premiada com a Polícia Federal (PF) ou com a Procuradoria-Geral da República (PGR).
O advogado José Luis Oliveira Lima possui experiência em casos de grande repercussão nacional e já participou da negociação de acordos de colaboração premiada em investigações complexas. Entre os exemplos mais conhecidos está sua atuação na delação do ex-presidente da construtora OAS, Léo Pinheiro, um dos principais colaboradores da Operação Lava Jato.
Além disso, o criminalista também atuou em outras defesas de grande repercussão política, como:
A chegada de Oliveira Lima à defesa de Vorcaro reforça a avaliação de que o banqueiro pode buscar uma estratégia de colaboração com as autoridades, o que poderia influenciar o andamento das investigações sobre as supostas fraudes envolvendo o Banco Master.
Por:Jose Carlos
Fonte:Muitainformação.com.br