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ANCELOTTI TEM PIOR APROVAÇÃO ENTRE TÉCNICOS DA SELEÇÃO ANTES DA COPA DO MUNDO

APROVAÇÃO DE ANCELOTTI É A MENOR DO SÉCULO NO PERÍODO PRÉ COPA

18/04/2026 às 19h53
Por: Redação Fonte: Paraiba Online
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ANCELOTTI TEM PIOR APROVAÇÃO ENTRE TÉCNICOS DA SELEÇÃO ANTES DA COPA DO MUNDO

Ancelotti tem menor aprovação pré-Copa; Neymar ainda é aposta popular

O técnico Carlo Ancelotti registra a menor taxa de aprovação entre comandantes da Seleção Brasileira em período pré-Copa no século, segundo pesquisa do Datafolha. De acordo com o levantamento, apenas 28% dos brasileiros avaliam o trabalho do treinador como bom ou ótimo. O índice coloca Ancelotti abaixo de todos os técnicos anteriores em pesquisas semelhantes realizadas antes de Copas do Mundo desde 2002.

Na comparação histórica, nomes como Luiz Felipe Scolari, Carlos Alberto Parreira, Dunga e Tite apresentavam índices superiores no mesmo estágio de preparação para os Mundiais.

carlo ancelotti

Foto: Rafael Ribeiro/CBF

A pesquisa também indica baixo otimismo com o futuro da seleção: apenas 29% dos brasileiros acreditam no título em 2026, o menor índice do século.

O italiano fica bem atrás na comparação com os antecessores. Em ordem cronológica, Luiz Felipe Scolari tinha 37% em 2002, Carlos Alberto Parreira tinha 62% em 2006, Dunga tinha 49% em 2010, Scolari tinha 68% em 2014, e Tite tinha 64% em 2018 e 47% em 2022.

Os números não representam exclusivamente uma desconfiança em relação a Ancelotti. Há uma descrença geral em torno da seleção, que já está há 24 anos sem conquistar a Copa. Na mesma pesquisa, apenas 29% disseram acreditar no título em 2026, também o menor número do século.

Neymar em alta

Enquanto o técnico enfrenta resistência, o atacante Neymar segue com respaldo entre os torcedores. Segundo o levantamento, 53% dos brasileiros são favoráveis à presença do jogador na próxima Copa do Mundo.

Por outro lado, 34% são contrários à convocação, 8% se dizem indiferentes e 5% não souberam responder.

Fora da seleção desde 2023 e ainda sem convocações na era Ancelotti, Neymar vive momento de questionamentos sobre forma física e desempenho, mas mantém forte apoio popular.

Estrangeiro no comando

Ancelotti, de 66 anos, é o primeiro técnico estrangeiro a assumir a seleção brasileira de forma efetiva. Segundo pesquisa anterior do Datafolha, 52% dos brasileiros são favoráveis a um treinador estrangeiro, enquanto 31% são contrários.

Desde que assumiu, o italiano comandou a equipe em dez partidas, com cinco vitórias, dois empates e três derrotas.

A pesquisa Datafolha ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, nos dias 7, 8 e 9 de abril, em 137 municípios do país.

O atual treinador do Brasil chegou já na reta final de um ciclo caótico rumo ao Mundial. Com a saída de Tite no fim de 2022, a equipe jogou sob direção do interino Ramon Menezes, do inicialmente interino Fernando Diniz e do breve Dorival Júnior, demitido após uma derrota por 4 a 1 para a arquirrival Argentina. Faz menos de um ano que foi contratado o italiano.

Ancelotti, 66, é o quarto estrangeiro a dirigir o escrete verde-amarelo, o primeiro de maneira efetiva. Dono de um currículo excepcional como treinador, é o único com títulos em todas as cinco principais ligas nacionais europeias (Itália, Inglaterra, França, Alemanha e Espanha) e também o recordista em triunfos no maior campeonato de clubes, a Champions League, com cinco a conta não inclui suas duas taças continentais como jogador.

Sua contratação já era um desejo de Ednaldo Rodrigues, afastado da presidência da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) em maio de 2025, por decisão judicial. Quando o atual mandatário, Samir Xaud, foi eleito (como candidato único) para sucedê-lo, a chegada do técnico já estava acertada. O italiano foi apresentado no dia seguinte, a seu modo carismático, fugindo habilmente de perguntas sobre a situação política da confederação.

Desde então, amparado em seu currículo pesado, manteve um prestígio elevado entre os dirigentes apesar de um aproveitamento apenas mediano entre jogos de Eliminatórias e amistosos, foram dez compromissos, com cinco vitórias, dois empates e três derrotas. Nos bastidores da CBF, a avaliação de seu trabalho é tão boa que já está apalavrada a renovação de seu contrato para o ciclo rumo à Copa de 2030.

Se a apreciação não é a mesma por parte significativa da população, Ancelotti pode se amparar no fato de que a aprovação prévia não é necessariamente um indicativo de sucesso no Mundial. Luiz Felipe Scolari, o Felipão, tinha a aprovação de apenas 37% antes da conquista do penta, em 2002, e era aclamado por 68% antes do desastre de 2014, com derrota em casa para a Alemanha por 7 a 1.

 

Por: José Carlos

Fonte:Paraibaonline

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