A taxa de importação de vinhos europeus caiu nesta sexta-feira (1º) no Brasil. A alíquota recua de 27% para 24% e inicia uma redução gradual até chegar a zero em 2034. A mudança já abre espaço para mais rótulos nas prateleiras e tende a baixar preços ao longo do tempo.
O corte faz parte do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, que começa a valer de forma provisória neste mês. A redução não é imediata no bolso, mas altera a lógica de importação e amplia a concorrência no setor.
Espumantes seguem outra regra. Garrafas com preço acima de US$ 8, equivalente a R$ 40, por litro passam a ter imposto zerado já agora. Produtos abaixo desse valor só terão isenção completa após 12 anos.
Hoje, o imposto alto limita a entrada de vinhos mais baratos da Europa. Com a queda, importadores tendem a trazer rótulos de menor preço, o que não compensava antes por causa da carga tributária.
O consumidor deve sentir efeito gradual. A mudança amplia a variedade disponível e pressiona preços pela entrada de novos concorrentes no mercado brasileiro.
A Europa concentra grandes produtores, como Itália, França e Espanha, com oferta ampla e preços mais baixos na origem. Mesmo assim, esses vinhos chegam caros ao Brasil por causa da tributação.
Com a redução da tarifa, importadores podem diversificar as compras. Vinhos que custam poucos euros na origem passam a ter espaço competitivo no mercado brasileiro.
Hoje, rótulos do Chile e da Argentina dominam as faixas mais baratas. Isso acontece porque esses países já têm acordos que reduzem impostos. A tendência é que vinhos europeus avancem nesse mesmo segmento.
O acordo entre Mercosul e União Europeia foi fechado em janeiro, após mais de 25 anos de negociação. Ele ainda enfrenta resistência política na Europa, principalmente de produtores rurais, o que travou a implementação definitiva.
Mesmo assim, a parte comercial entrou em vigor de forma provisória agora em maio. Isso permite que cortes tarifários, como o do vinho, já comecem a ser aplicados.
A expectativa do setor é que o impacto fique mais visível nos próximos anos, conforme as tarifas continuarem caindo e novos produtos cheguem ao país.