Saúde SURTO DE HANTAVÍRUS
SURTO DE HANTAVÍRUS TEM CASOS SUSPEITOS EM 5 PAÍSES, REINO UNIDO VAI ISOLAR PASSAGEIROS DE “CRUZEIRO” COM CASOS CONFIRMADOS DE HANTAVÍRUS
OUTROS DOIS BRITÂNICOS ESTÃO ENTRE OS INFECTADOS PELO HANTAVÍRUS EM CRUZEIRO
09/05/2026 20h04
Por: Redação Fonte: Diário de Notícias

Surto de hantavírus. Sobe para seis o número de casos confirmados

DGS avança que a única pessoa com nacionalidade portuguesa a bordo do navio não reside em Portugal. Barco chega no sábado às Canárias.

Seis casos confirmados

A Organização Mundial de Saúde (OMS) adiantou na sexta-feira que foram confirmados seis casos de hantavírus, de um total de oito casos suspeitos reportados após o surto a bordo do navio de cruzeiro no oceano Atlântico.

"Até 08 de maio foram notificados oito casos, incluindo três mortes (taxa de letalidade de 38%). Seis casos foram confirmados em laboratório como infeções por hantavírus, todos identificados como causados pelo vírus andino", conhecido por ser transmissível entre humanos, referiu a OMS em comunicado.

 
 

Três casos suspeitos no Canadá. Há agora seis pessoas em isolamento

O Canadá detetou três novos casos de pessoas suspeitas de poderem ter sido contagiadas com o hantavírus, depois de terem estado no mesmo avião que um dos infetados.

A notícia foi avançada pelo agência de notícias espanhola EFE, acrescentando que o Canadá passou assim a ter seis pessoas em isolamento.

Diretor-geral da OMS vai reunir-se com autoridades espanholas em Tenerife

Monica Garcia, ministra da Saúde de Espanha, vai viajar amanhã para Tenerife para supervisionar a chegada do navio MV Hondius prevista para este fim de semana.

Monica Garcia revelou que irá acompanhada do ministro do Interior do país, Fernando Grande-Marlaska, e do diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

"A partir do posto de comando, realizaremos o monitoramento direto de todas as ações planeadas para garantir a coordenação entre as administrações", nomeadamente, "o controlo sanitário e a correta aplicação dos protocolos de vigilância e de resposta", adiantou a ministra.

"Continuaremos a trabalhar com base na coordenação institucional, no rigor científico e na cooperação internacional para garantir uma resposta eficaz", assumiu, dando ainda a garantia de que será feito o acompanhamento das pessoas envolvidas.

Como vai ser feito o desembarque e repatriamento?

A operação para o desembarque e repatriamento das pessoas a bordo, inicialmente prevista para começar na segunda-feira, está a ser preparada para acontecer o mais rápida possível e para a eventualidade de a chegada do barco à ilha de Tenerife se adiantar, disse a secretária-geral da proteção civil espanhola.

Virigina Barcones precisou que o navio vai fundear dentro do porto de Granadilla e que as pessoas serão retiradas em lanchas e depois transportadas para o aeroporto de Tenerife Sul em autocarros, em meios disponibilizados pelo armador, uma empresa dos Países Baixos.

Inicialmente, o objetivo era desembarcar em Tenerife e repatriar a partir desta ilha todos as pessoas que estão no barco, mas deverão, afinal, manter-se no paquete pelo menos 30 tripulantes, que prosseguirão de imediato viagem para levar o "MV Hondius" até aos Países Baixos, disse a diretora da proteção civil espanhola.

Segundo Virgina Barcones, esta é a pretensão de Espanha, a que o armador deu resposta positiva, estando a ser ultimadas questões logísticas, como o reabastecimento do navio, para que o "MV Hondius" siga viagem de imediato.

Vários países, como Estados Unidos, Reino Unido, França ou Alemanha, informaram já que enviarão aviões a Tenerife para repatriar os respetivos cidadãos que estão no cruzeiro.

Dentro do mecanismo europeu de proteção civil foram também já disponibilizados meios aéreos de vários países para o transporte para os locais de residência de passageiros e tripulantes, segundo Virginia Barcones.

Os Países Baixos assumirão a responsabilidade de repatriar todos os casos que não tiverem resposta com aviões nacionais ou do mecanismo europeu.

Espanha solicitou ao mecanismo europeu de proteção civil a mobilização de aviões ambulância para a eventualidade de à chegada às Canárias haver pessoas com sintomas que precisem de ser transportadas de forma isolada.

Navio vai seguir com tripulantes para Países Baixos após passar por Canárias

O navio cruzeiro, onde foram registados casos de hantavírus deverá seguir para os Países Baixos com alguns tripulantes depois de passar pelas Canárias, disse hoje o Governo de Espanha.

O paquete saiu na quarta-feira de Cabo Verde, onde esteve de quarentena, e dirige-se agora para as ilhas espanholas das Canárias, o porto mais próximo que a Organização Mundial da Saúde (OMS) considerou ter todas as condições técnicas para o desembarque e repatriamento em segurança das mais de 140 pessoas de 23 nacionalidades que permanecem no "MV Hondius".

Vários países, como Estados Unidos, Reino Unido, França ou Alemanha, informaram já que enviarão aviões a Tenerife para repatriar os respetivos cidadãos que estão no cruzeiro.

Os 30 tripulantes do navio deverão manter-se a bordo para prosseguir viagem para levar o "MV Hondius" até aos Países Baixos, disse a diretora da proteção civil espanhola.

O paquete está com "boa marcha" e poderá chegar antes do previsto (a noite de sábado para domingo).

Quarentena de 42 dias em hospital de Madrid

Os 14 passageiros espanhóis que seguem a bordo do navio MV Hondius vão ter de passar por um peródo de quarentena de 42 dias no Hospital Central da Defesa Gómez Ulla, em Madrid.

Isto se não apresentarem sintomas.

Caso surjam sintomas ou os testes que serão realizados durante a quarentena acusem alguma infeção, esse período poderá ser alargado, segundo explicou o delegado de Prevenção do hospital, José García.

Também poderá acontecer esse período ser reduzido, caso se determine que não há possibilidade de contágio.

Por enquanto, esses 14 cidadãos espanhóis estão assintomáticos, garantiu o secretário de Estado da Saúde, Javier Padilla, acrescentando que a viagem do navio em direção a Tenerife decorre sem incidentes e num ambiente positivo.

A ministra da saúde fez uma videochamada para a embarcação em que foi possível verificar que "estão todos bem, a usar máscara e a tomar medidas de higiene respiratória".

Os passageiros terão, contudo, manifestado alguma preocupação com o facto de haver alguma apreensão em relação à sua chegada a terras espanholas.

Transmissão só acontece em contacto muito próximo com infetado, diz OMS

O hantavírus causador do surto no cruzeiro MV Hondius só se transmite por contacto muito próximo, incluindo exposição a saliva ou secreções respiratórias quando uma pessoa infetada espirra, tosse ou cospe muito perto de outra, esclareceu hoje a OMS.

"Por contacto próximo entende-se estar praticamente cara a cara, em proximidade direta, partilhando um espaço muito próximo com possível exposição a saliva ou a secreções ao tossir ou cuspir”, explicou hoje o porta-voz da Organização Mundial da Saúde (OMS), Christian Lindmeier, em conferência de imprensa.

O porta-voz sublinhou que houve casos de pessoas que partilharam cabina no barco afetado que ficaram infetadas e outras não, o que demonstra que "o risco real continua a ser muito baixo”.

"Não é uma nova covid, o risco para a população é absolutamente baixo”, insistiu Lindmeier, indicando que a capacidade de transmissão do hantavírus é inferior à do sarampo, em que partilhar um recinto com um doente implica um maior risco de contágio.

De acordo com o mesmo responsável, trata-se de “um vírus perigoso”, mas “unicamente para a pessoa realmente infetada”.

Espanha confirma caso suspeito de hantavírus em Alicante. Mulher de 32 anos apresenta "sintomatologia respiratória leve"

O secretário de Estado da Saúde espanhol, Javier Padilla, confirmou esta sexta-feira um caso suspeito de hantavírus, que diz respeito a uma mulher que se encontra em Alicante, avança o El País.

Viajou no mesmo avião que a mulher que faleceu em Joanesburgo, África do Sul, depois de ter contraído o vírus no navio de cruzeiro MV Hondius, que deverá chegar este domingo a Tenerife.

"A mulher relatou sintomas compatíveis com hantavírus, principalmente tosse, mas apresentava um estado geral de bem-estar, enquanto se encontrava na sua residência familiar em Alicante. Contactámos de imediato a Direção-Geral de Saúde Pública de Espanha e, em coordenação com a Secretaria Regional de Saúde de Alicante, providenciámos a sua transferência segura e preventiva para um hospital", onde permanece em isolamento, explicou Padilla. "Uma das ações da equipa de Saúde Pública da Comunidade Valenciana está a começar a contatar as pessoas" com quem a mulher possa ter contactado.

De acordo com as autoridades de saúde de Valência, o caso suspeito de hantavírus em Alicante refere-se a uma mulher de 32 anos, que apresenta "sintomatologia respiratória leve".

O Ministério da Saúde espanhol informou ainda que uma outra pessoa, que esteve no mesmo voo da mulher que acabou por morrer, esteve uma semana em Barcelona, tendo já regressado ao seu país de origem, África do Sul.

Javier Padilla explicou que estão a tentar a contactar as autoridades sul-africanas para tentar perceber se a pessoa apresenta sintomas de infeção por hantavírus.

 
 
Por: José Carlos
Fonte:Diário de Notícias