Saúde A PÍLULA DIÁRIA
A PÍLULA DIÁRIA QUE PODE AJUDAR A MANTER PESO APÓS PARAR O USO DE CANETAS EMAGRECEDORAS
NOVA PÍLULA MANTÉM PESO APÓS USO DE CANETAS EMAGRECEDORAS
17/05/2026 13h56
Por: Redação Fonte: Olhar digital

A pílula diária que pode ajudar a manter peso após parar o uso de canetas emagrecedoras

Uma nova pílula diária pode ajudar pessoas que deixam de usar canetas emagrecedoras a permanecerem magras depois, afirma uma pesquisa.

O medicamento já está disponível nos EUA e poderá ser lançado em breve no Reino Unido.

Estudos descobriram que os pacientes que receberam o comprimido orforglipron todos os dias durante um ano evitaram recuperar grande parte do peso que haviam perdido — um risco conhecido ao se usar injeções de canetas emagrecedoras.

O estudo publicado na revista Nature Medicine foi financiado pelo fabricante Eli Lilly, que também faz o medicamento Mounjaro, para perda de peso.

Mais pesquisas são necessárias para descobrir quanto tempo alguém pode precisar ficar em tratamento — algo que pode durar até a vida toda, dizem especialistas.

Engolir uma pílula pode ser mais atraente para os pacientes do que ter que se injetar, diz Marie Spreckley, especialista em pesquisa de controle de peso da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, que não esteve envolvida no estudo.

Mas ela acrescenta: “Ainda não sabemos o quão duradouros esses efeitos serão por longos períodos de tempo".

“Este estudo reforça o crescente reconhecimento de que a obesidade é uma doença crônica e recorrente que geralmente requer tratamento e apoio contínuos.”

Financiado pela farmacêutica Eli Lilly, o estudo acompanhou 376 participantes que utilizaram hormônios GLP-1 por mais de um ano. Ao final de 12 meses de teste, aqueles que ingeriram o novo comprimido preservaram mais de 70% da redução de peso anterior. Já o grupo que recebeu placebo manteve entre 38% e 50%.

Estudo sobre pílula orforglipron detalha eficácia do medicamento e redução de custos para tratamento de obesidade

orforglipron atua de forma análoga às injeções tradicionais ao mimetizar um hormônio natural que regula o apetite e amplia a sensação de saciedade. 

“Engolir uma pílula pode ser mais atraente para os pacientes do que ter que se injetar”, disse Marie Spreckley, especialista da Universidade de Cambridge, à BBC. No entanto, ela ressalva que “ainda não sabemos o quão duradouros esses efeitos serão por longos períodos de tempo”.

Além do controle de peso, o tratamento oral demonstrou benefícios metabólicos significativos a longo prazo. 

Simon Cork, da Anglia Ruskin University, destacou que “a diminuição da pressão arterial, lipídios e glicose no sangue também foi mantida nos pacientes que tomavam medicamentos orais”. Esse fator é crucial para reduzir riscos de doenças graves, como as cardiopatias.

Quanto à segurança do orforglipron, os efeitos colaterais registrados foram descritos como comuns e leves, incluindo episódios de náuseas, constipação e diarreia. Os pacientes que participaram dos testes não foram informados se estavam recebendo o princípio ativo ou o placebo.

No mercado norte-americano, o medicamento apresenta um custo substancialmente menor que as versões injetáveis: ele sai por aproximadamente US$ 149 mensais (aproximadamente R$ 720, em conversão direta). 

“Engolir uma pílula pode ser mais atraente para os pacientes do que ter que se injetar”, observou uma especialista da Universidade de Cambridge – Imagem: Edugrafo/Shutterstock

No entanto, o cenário econômico pode mudar, visto que o governo dos EUA anunciou acordos para reduzir os preços desses fármacos populares.

A Eli Lilly enfrenta a concorrência da Novo Nordisk, que já possui uma versão oral do Wegovy aprovada nos EUA

Seja como for, especialistas reforçam que a obesidade deve ser tratada como uma doença crônica e recorrente. Marie frisou que o estudo reconhece a necessidade de apoio contínuo, que pode durar até a vida toda. 

Mais pesquisas são necessárias para determinar por quanto tempo um indivíduo deve permanecer em tratamento para garantir a manutenção dos resultados das “canetas emagrecedoras”.

 

Por: José Carlos