
Subiu para 1.430 o número de mortos após os terremotos da última quarta-feira (24) na Venezuela. A confirmação foi feita pelo presidente do Parlamento, Jorge Rodríguez, em pronunciamento transmitido pelo canal estatal VTV.
"Neste momento estamos contabilizando que 1.430 irmãos e irmãs faleceram, lamentavelmente perderam a vida", disse o parlamentar. Ainda segundo o novo balanço, há pelo menos 3.248 feridos e 3.412 pessoas desabrigadas.

Equipes buscam sobreviventes sob escombros em La Guaira, uma das regiões mais afetadas por terremotos. (Foto: EFE/ Ronald Peña)
Rodríguez relatou ainda que foram atendidas pelas autoridades 73.736 famílias, especialmente no estado litorâneo de La Guaira, ao norte de Caracas, o mais afetado pelos terremotos. Além disso, há mais de 30 mil militares, policiais, socorristas, profissionais de saúde, paramédicos e psicólogos venezuelanos mobilizados nas zonas afetadas.
Durante a madrugada, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou que a prioridade do governo e das diferentes forças de segurança é o resgate das pessoas que continuam soterradas. "Equipes de mais dez países chegarão nas próximas horas e se juntarão a esses esforços de resgate", informou.
O ministro da Comunicação venezuelano, Miguel Pérez Pirela, compartilhou um vídeo de máquinas sendo deslocadas para La Guaira, onde moradores estão usando ferramentas próprias para buscar pessoas entre os escombros. O governo disse ainda ter distribuído 2,6 mil toneladas de alimentos e água potável a moradores da região.
A ONU também atualizou o balanço de mortos e desaparecidos em função dos terremotos. Cerca de sete milhões de pessoas podem ser afetadas pelos fortes terremotos na Venezuela, que deixaram mais de 1.400 mortos e mais de 50 mil desaparecidos, advertiu a organização neste sábado, 27.
Enquanto o balanço oficial de vítimas continua aumentando, as Nações Unidas afirmaram que os danos materiais são expressivos. Os prejuízos podem chegar a US$ 6,7 bilhões (R$ 34,6 bilhões), o equivalente a 6% do PIB do país petrolífero. No terreno, o tempo é precioso quase 72 horas após os dois terremotos que atingiram o país na quarta-feira, com menos de um minuto de intervalo, os piores registrados em 126 anos.
Por: José Carlos
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