TARIFAS DE TRUMP
MONTADORA SOB PRESSÃO: TARIFAS DE TRUMP IMPACTAM INDÚSTRIA AUTOMOTIVA
MONTADORA SOB PRESSÃO: TARIFAS DE TRUMP IMPACTAM INDÚSTRIA AJUTOMOTIVA
03/02/2025 18h59
Por: Redação Fonte: Jose Carlos

Montadoras sob pressão: Tarifas de Trump impactam indústria automotiva

Aumento de 25% nas tarifas em veículos do México e Canadá ameaça competitividade de Ford, GM e outras gigantes automotivas

Ford, por exemplo, produz no México e exporta para os Estados Unidos

O anúncio de tarifas de 25% sobre veículos fabricados no México e Canadá, feito pelo presidente Donald Trump, colocou montadoras globais em alerta.

A medida, que interrompe décadas de acordos comerciais na América do Norte, ameaça elevar custos e reduzir a competitividade de modelos populares nos EUA, como picapes e SUVs.  

Ford e GM lideram lista de impactados

A Ford exportou mais de 277 mil veículos do México para os EUA em 2023, incluindo a picape Maverick e o SUV Bronco Sport. Sem fábricas nos EUA para substituir a produção, a empresa teme perda de mercado com o aumento de preços.

Já a General Motors, que exporta 650 mil unidades anuais do México, avalia realocar parte da produção da Silverado para solo estadunidense.  

Por sua vez, a Stellantis (dona das marcas Jeep e Ram) produz modelos como a picape Ram 2500 no México, e prepara a nova geração do Jeep Compass, no Canadá. A Volkswagen, que fabrica 350 mil veículos, em Puebla (México), declarou estar "avaliando efeitos potenciais" das novas tarifas impostas por Trump.  

Sindicatos e entidades criticam medida 

O American Automotive Policy Council, que representa Ford, GM e Stellantis, afirmou que as tarifas "prejudicam a competitividade" das montadoras. No Canadá, o sindicato Unifor classificou a decisão como "declaração de guerra econômica".  

Enquanto isso, a Toyota e a Nissan também sentem o impacto: a primeira exportou 192,8 mil unidades da Tacoma do México em 2024, e a segunda vendeu 77,3 mil Nissan Kicks nos EUA.

Analistas do banco Stifel alertam que 65% dos carros da Volkswagen no mercado estadunidense perderiam competitividade com as tarifas