HERPES OCULAR
MENINO LUTA CONTRA CEGUEIRA CAUSADA POR HERPES OCULAR ADQUIRIDA EM BEIJO
MENINO LUTA CONTRA CEGUEIRA CAUSADA POR HERPES OCULAR ADQUIRIDA EM BEIJO
19/03/2025 18h36
Por: Redação Fonte: Jose Carlos

Menino luta contra cegueira causada por herpes ocular adquirida em beijo

A história serve como um alerta importante sobre os riscos do herpes simples e a necessidade de cuidados preventivos.

Cidade do Cabo, África do Sul – Juwan, um menino de apenas 2 anos, enfrenta uma batalha contra a cegueira causada por uma grave infecção de herpes simples (HSV) no olho. A infecção, que começou com uma afta há sete meses, evoluiu rapidamente, resultando em danos irreversíveis à visão do pequeno guerreiro. A mãe, Michelle Saaiman, acredita que o vírus foi transmitido por alguém que beijou o olho de Juwan com uma afta ativa. As informações sao do Jornal Metro.

Do diagnóstico ao choque

Inicialmente, a família pensou que se tratava de uma infecção ocular comum. No entanto, o diagnóstico de herpes ocular foi um choque.

“O médico me disse que havia uma bolha de febre crescendo na córnea do meu filho”, relembra Michelle. “Eu pensei que fosse uma pegadinha. Sempre ouvi falar dessas bolhas nos lábios ou dentro da boca, mas nunca na córnea.”

Apesar dos tratamentos iniciais, o vírus causou danos irreversíveis. Juwan perdeu a sensibilidade no olho afetado e ficou cego. A córnea foi severamente danificada, com uma abertura de quatro milímetros, e o menino enfrenta infecções oculares frequentes.

Tratamentos Inovadores e Esperança para o Futuro

A família viajou para a Cidade do Cabo, onde Juwan passou por uma cirurgia de enxerto de membrana amniótica e teve as pálpebras costuradas temporariamente. Em abril, ele passará por uma cirurgia crucial para conectar nervos da perna ao olho, um procedimento inovador que visa prepará-lo para um futuro transplante de córnea.

Michelle destaca a resiliência do filho: “Juwan é um guerreiro e está sempre sorrindo, mesmo tendo passado por tanta dor. Não é justo que uma criança tão pequena enfrente algo assim.”

A transmissão do herpes ocular

A família acredita que o vírus foi transmitido por um beijo no olho com uma afta ativa.

“Meu marido e eu sentimos muita raiva ao pensar que alguém foi tão irresponsável a ponto de beijá-lo com uma afta ativa”, conta Michelle. “Beijos vêm de um lugar de amor. Tenho certeza de que quem fez isso não teve a intenção de causar mal ao Juwan.”

Herpes Ocular: O que você precisa saber

O herpes ocular é uma condição rara, mas grave, que pode levar à cegueira se não tratada adequadamente. O vírus HSV-1, responsável por aftas labiais, pode ser transmitido para os olhos através de contato direto, como beijos ou toque com mãos contaminadas.

A família de Juwan mantém a esperança de que as cirurgias futuras possam restaurar a visão do menino. Enquanto isso, eles pedem conscientização sobre os riscos do herpes ocular e a importância de evitar contato físico com crianças quando há aftas ativas.

A história serve como um alerta importante sobre os riscos do herpes simples e a necessidade de cuidados preventivos.

Saaiman conta que, há cerca de sete meses, o filho, de 1 ano e 4 meses, desenvolveu uma infecção ocular. Ela levou a criança ao médico, que receitou colírio antibiótico, e seguiu o tratamento.

No entanto, dois dias depois, os pais perceberam que algo estava crescendo dentro do globo ocular da criança e notaram que ele não parecia ter sensibilidade no olho. Em um momento, ele colocou o dedo no olho e arranhou, sem sequer piscar.

Saaiman levou o filho ao médico novamente, onde foram atendidos por um oftalmologista e, em seguida, consultaram outro especialista.

“Meu filho foi diagnosticado com vírus do herpes no olho esquerdo. Sim, herpes, o mesmo vírus que causa aftas e feridas nos lábios. Eu nunca tinha ouvido falar de algo tão absurdo. Uma ferida de febre crescendo na córnea?!”, relata Saaiman.

Os pais gastaram “milhares de dólares em medicamentos, duas idas ao centro cirúrgico, hospitalizações, biópsias, consultas com especialistas e um farmacêutico incrível, que precisou ‘preparar’ um remédio especial” para o menino.

Saaiman diz que a parte mais assustadora do processo foi descobrir que o vírus, se não tratado, pode migrar para o cérebro, resultando em diversas complicações.