É a região do Amazonas com maior diversidade de povos tradicionais. Lá vivem 23 povos
indígenas que representam a maior população do nosso estado, com uma riqueza incomum de
línguas. Línguas como Tukano Oriental, Aruak, Yanomami, Maku e Nheengatu (derivada do tupi)
enriquecem a diversidade cultural dos povos indígenas do rio Negro.
Esses nossos irmãos vivem sobre grandes riquezas naturais, mas enfrentam uma qualidade de
vida baixíssima e falta de oportunidades.
No subsolo estão as riquezas que poderiam transformar a vida desse povo, mas as políticas
públicas brasileiras e as “decisões” de seus dirigentes seguem na linha de atender aos apelos das
ONGs. A maioria dessas organizações atua a serviço de outros países ou entidades fora do Brasil,
e suas ações priorizam a preservação no sentido de “deixar como está”.
São trilhões de dólares em nióbio (o Brasil possui 98% das reservas mundiais, e o Amazonas
concentra 98% da reserva brasileira – sendo que a maior parte está no rio Negro), além de ouro,
cassiterita e uma variedade de gemas, como esmeraldas, turmalinas, diamantes, rubis, águasmarinhas e topázios.
Esses minerais valem trilhões de dólares. Ainda há, no rio Negro, uma rica variedade de granitos.
Acorda, Brasil! Nesse exato momento, parte dessas riquezas está sendo contrabandeada para
outros países, e nada fica para o nosso país ou para o nosso povo.