
Champanhe — Foto: Pexels
Beber champanhe, comer mais frutas, se manter em forma e adotar uma atitude positiva diante da vida pode ajudar a reduzir o risco de uma parada cardíaca súbita, sugere o primeiro estudo deste tipo no mundo
De acordo com o The Guardian, a pesquisa identificou 56 fatores de risco não clínicos associados à parada cardíaca súbita (quando o coração para de bombear sangue para o corpo repentinamente), abrangendo estilo de vida, medidas físicas, fatores psicossociais, status socioeconômico e ambiente local. O estudo concluiu que entre 40% e 63% dos casos de parada cardíaca súbita poderiam ser evitados se alguns destes 56 fatores de risco fossem modificados.
De acordo com o The Guardian, a pesquisa identificou 56 fatores de risco não clínicos associados à parada cardíaca súbita (quando o coração para de bombear sangue para o corpo repentinamente), abrangendo estilo de vida, medidas físicas, fatores psicossociais, status socioeconômico e ambiente local. O estudo concluiu que entre 40% e 63% dos casos de parada cardíaca súbita poderiam ser evitados se alguns destes 56 fatores de risco fossem modificados.
Até onde sabemos, este é o primeiro estudo que investigou de forma abrangente as associações entre fatores de risco modificáveis não clínicos e a incidência de PCS [parada cardíaca súbita]. Ficamos surpresos com a grande proporção [40%-63%] de casos de PCS que poderiam ser prevenidos ao melhorar os perfis desfavoráveis”, disse co-investigador do estudo, Renjie Chen, da Universidade Fudan, em Xangai.
Os pesquisadores também dizem que todos os estudos anteriores que investigaram os fatores de risco da PCS eram baseados em hipóteses e focados em um número limitado de razões de exposição baseados em conhecimento prévio ou em estruturas teóricas. A pesquisa, cujos resultados foram publicados na revista científica Canadian Journal of Cardiology, abrange o exame da relação entre uma ampla gama de exposições ambientais e resultados de saúde.
Nicholas Grubic, da Universidade de Toronto, e Dakota Gustafson, da Queen’s University, em Ontário, no Canadá, disseram que uma das descobertas mais intrigantes do estudo é o efeito cardioprotetor associado ao consumo de champanhe e vinho branco, questionando suposições de longa data sobre a especificidade das propriedades cardioprotetoras do vinho tinto.
“Ainda não está claro o mecanismo por trás desses benefícios, mas os achados reforçam a ideia de que os efeitos do consumo moderado de álcool podem ser mais complexos do que se supunha anteriormente”, afirmaram.
A sugestão de que champanhe e vinho branco podem ser benéficos também contraria algumas orientações existentes. A Fundação Britânica do Coração, por exemplo, diz que mudanças no estilo de vida podem reduzir o risco de PCS. Isso inclui reduzir o consumo de álcool, parar de fumar, adotar uma dieta saudável, seguir os medicamentos e tratamentos prescritos por seu médico, além de praticar atividades físicas
s investigadores descobriram que fatores como maior consumo de champanhe e vinho branco, maior consumo de frutas, além de manter um humor positivo, controlo do peso e da pressão arterial, e melhor educação, podem servir como importantes fatores de proteção contra as paragens cardíacas.
Além disso, concluíram que entre 40% e 63% dos casos de paragem cardíaca súbita poderiam ser evitados ao se considerar todos os 56 fatores de risco.
Renjie Chen, coinvestigador do estudo, da Universidade Fudan em Xangai, afirmou: "Pelo que sabemos, este é o primeiro estudo que investigou de forma abrangente as associações entre fatores de risco modificáveis não clínicos e a incidência de SCA. Ficámos surpresos com a grande proporção (40%-63%) de casos de SCA que poderiam ser prevenidos com a melhora de perfis desfavoráveis."
s autores estudaram mais de 500 mil pessoas usando dados do UK Biobank. Das pessoas monitorizadas, 3147 sofreram com Síndrome Coronária Aguda durante um período típico de acompanhamento de 14 anos.
Nicholas Grubic, da Universidade de Toronto, e Dakota Gustafson, da Queen's University, em Ontário, remataram ainda: "Uma das descobertas mais intrigantes do estudo é o efeito cardioprotetor associado ao consumo de champanhe e vinho branco, que questiona suposições antigas sobre a especificidade das propriedades cardioprotetoras do vinho tinto".
A pesquisa sobre os mecanismos subjacentes ainda não está clara, mas estas descobertas reforçam a ideia de que os benefícios do consumo moderado de álcool podem ser mais complexos do que se supunha anteriormente
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