
O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ednaldo Rodrigues, chegou a aprovar em reuniões a suposta nova camisa vermelha da Seleção Brasileira, mas, após a repercussão negativa, desistiu e voltou atrás, conforme informações do Estadão.
A camisa, na verdade, sequer seria vermelha. O uniforme teria as cores coral e preto, emulando uma estampa rubro-negra, e serviria como terceira camisa da seleção. Ele iria compor a linha da Copa do Mundo de 2026.A CBF incluiu essa informação entre parênteses ao mencionar o compromisso com seu estatuto, especificação que estava ausente na 1ª versão do texto. O comunicado foi lançado após o portal especializado inglês Footy Headlines ter publicado, na 2ª feira (28.abr.2025), uma reportagem sobre possíveis mudanças no uniforme da seleção. Depois da publicação, imagens não oficiais de camisas vermelhas foram amplamente compartilhadas nas redes sociais. A possibilidade da alteração de cor enfrentou forte rejeição entre internautas, com alguns associando a escolha ao PT (Partido dos Trabalhadores).
Parlamentares de direita manifestaram-se contra a possível mudança nas redes sociais. Senadores e deputados, principalmente do PL, como Flávio Bolsonaro, Eduardo Pazuello e Nikolas Ferreira, publicaram críticas à ideia. Flávio Bolsonaro disse que a alteração seria “uma afronta” e que “nossa bandeira não é vermelha”. Carla Zambelli questionou por que a CBF “não coloca logo uma estrela do PT” na camisa. O narrador Galvão Bueno também criticou a possível mudança. Em seu programa “Galvão e Amigos”, na Band, ele classificou a alteração como “um crime“. “A história do futebol brasileiro é muito rico.
De acordo com a CBF, a aprovação do design coral e preto ocorreu após uma reunião de apresentação do projeto pela Nike em abril de 2024, quando foram exibidos os primeiros desenhos do uniforme.
Em outubro do mesmo ano, uma segunda reunião foi realizada, e o modelo foi novamente aprovado, com a decisão centralizada por Ednaldo Rodrigues, sem considerar integralmente as opiniões da equipe de marketing, mesmo quando algumas delas eram positivas.
Uma fonte anônima revelou que, na gestão de Ednaldo, ele tende a tomar decisões de forma centralizada, sem muita consulta à sua equipe. “O Ednaldo não ouve ninguém. Desde comprar um clipe (ele centraliza)”, disse a fonte.
Todas as imagens que circularam nas redes, de fato, eram falsas, como comunicou a CBF, em nota. No entanto, a decisão pela camisa coral e preta já existia. Após a polêmica, a CBF publicou uma nota na qual nega já haver definição sobre a linha do Mundial.
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