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BRASILEIROS CRIAM BARCO SUSTENTÁVEL MOVIDO A HIDROGÊNIO VERDE

PRIMEIRO BARCO MOVIDO A HIDROGÊNIO VERDE É APRESENTADO NO BRASIL

07/05/2025 às 15h50
Por: Redação Fonte: Jose Carlos
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BRASILEIROS CRIAM BARCO SUSTENTÁVEL MOVIDO A HIDROGÊNIO VERDE

Brasileiros criam barco sustentável, movido a hidrogênio verde

O barco pronto será exibido pela primeira vez na COP30, conferência da ONU sobre mudanças climáticas, em novembro, na capital paraense, Belém.

Por Redação  do Rio de Janeiro

Desenvolvido pelo JAQ, do Grupo Náutica, junto ao Itaipu Parquetec, o projeto brasileiro de construção de barcos movidos a hidrogênio verde representa um avanço significativo na transição energética e na descarbonização do setor marítimo. O protótipo da Explorer H1, embarcação com propulsão 100% limpa e zero emissão de carbono, foi apresentado no Rio Boat Show, encontro náutico encerrado neste domingo, na Marina da Glória.

Brasileiros criam barco sustentável, movido a hidrogênio verde | O protótipo do barco movido a hidrogênio verde foi apresentado ao público no Rio Boat Show
O protótipo do barco movido a hidrogênio verde foi apresentado ao público no Rio Boat Show

O barco pronto será exibido pela primeira vez na COP30, conferência da ONU sobre mudanças climáticas, em novembro, na capital paraense, Belém.

Comércio global

— O hidrogênio verde não é o futuro, é o presente. Queremos provar que é viável navegar sem emitir carbono — afirmou Ernani Paciornik, presidente do Grupo Náutica e que também comanda a JAQ, uma das unidades do grupo.

A apresentação foi feita no painel ‘Transição Energética e COP30 – Desafios e caminhos para um futuro sustentável’, realizado na última terça-feira, na Marina da Glória, durante o Rio Boat Show. Hoje, 80% das mercadorias comercializadas globalmente são transportadas por navios e a previsão da Organização das Nações Unidas (ONU) é que, até 2027, o comércio marítimo global cresça 2,1%.

“Não falamos mais do futuro. O hidrogênio verde é o presente. Estamos aqui para provar que é possível navegar sem emitir carbono”, destacou Ernani Paciornik, presidente do Grupo Náutica.

A iniciativa tem investimento estimado em R$ 150 milhões e está dividida em três etapas. Cada fase representa um avanço significativo rumo à navegação 100% limpa.

Etapas do projeto e missão sustentável

Na primeira fase, a Explorer H1 será usada em exposições e eventos, com áreas internas alimentadas por hidrogênio verde. Em seguida, o projeto avança para a adaptação do sistema de propulsão.

A segunda fase inclui a instalação de um motor híbrido, que utilizará 20% de hidrogênio e 80% de diesel. Essa combinação promete reduzir em até 80% as emissões de gases poluentes.

“O desafio técnico é imenso, mas estamos criando um ciclo sustentável completo. A eletrólise da água do mar gera hidrogênio que se transforma em eletricidade. O subproduto? Apenas vapor d’água”, explicou Eduardo Colunna, diretor de Inovação da JAQ e presidente da Acobar.

Já a terceira e última fase contempla a criação da Explorer H2. A embarcação será 100% autônoma e terá capacidade para dessalinizar a água do mar e produzir seu próprio combustível a bordo.

Inovação brasileira será destaque internacional

A Explorer H1 possui 36 metros de comprimento e foi equipada com hidrojatos para facilitar a navegação em águas rasas. A embarcação estará presente na COP30, em Belém (PA), em novembro de 2025.

Já a Explorer H2 terá 50 metros e será preparada para apoiar pesquisas ambientais e operações de mergulho. A construção ocorre no Guarujá (SP) e a entrega está prevista para 2026.

O Grupo Náutica, com mais de 40 anos de atuação, lidera o projeto. A empresa também é responsável por campanhas ambientais e pela organização de eventos náuticos em todo o país.

 

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