
A creatina é um dos suplementos queridinhos entre os praticantes de atividade física. Dentre os principais benefícios, estão o aumento de massa muscular e força no exercício físico. No entanto, muitas pessoas ainda têm dúvidas se a sua ingestão traz consequências negativas, uma delas é se a creatina causa pedra nos rins.
E a resposta é não. Segundo a nutricionista Bruna Lima, em entrevista ao SportLife, a creatina não causa pedra nos rins. “As pessoas acreditam que tomar creatina pode causar pedras nos rins. Isso porque depois de absorvida resulta em uma substância chamada creatinina, excretada pelos rins. Porém, hoje não há nenhuma evidência científica que comprove que a creatina causa cálculo renal. Pode ser consumida pela população em geral desde que seja prescrita e acompanhada por um profissional da área da saúde”, garante.
Creatina | Foto: Reprodução/InternetO uso de creatina deve ser feito com orientação profissional, especialmente por pessoas que já tenham alguma condição renal ou apresentem risco de desenvolver problemas nos rins, pois esses casos requerem cuidados adicionais ao incluir o suplemento na rotina.
“Quem tem cálculo renal pode tomar creatina e em outros a suplementação não é recomendada. Portanto, pessoas com histórico de doenças renais ou aqueles que fazem uso de medicamentos, que afetam a função renal devem consultar um médico antes de consumir creatina”, detalha Bruna.
Paralelamente, existem relatos ocasionais de distúrbios gastrointestinais e cãibras musculares gerados por conta do consumo excessivo da creatina. Esses efeitos estão baseados em depoimentos isolados. “Quando consumido em quantidades superiores às recomendadas, a creatina pode causar desidratação e desequilíbrios eletrolíticos”, complementa a nutricionista.
“A creatina é uma fonte de produção de energia para as células musculares, de modo, que melhora a força e o tônus muscular. Dessa forma, quem faz atividades físicas frequentemente costuma suplementar essa substância. Além disso, pode trazer mais qualidade de vida para grupos específicos, como os idosos”, encerra a nutricionista Bruna Lima
Para entender os possíveis impactos da creatina nos rins, é essencial ter conhecimento do funcionamento renal. Os rins desempenham um papel vital na filtragem de resíduos e regulação do equilíbrio de fluidos. A creatina, por sua vez, é convertida em creatinina, um subproduto eliminado pelos rins através da urina.
Quando a creatina é metabolizada, ela passa por uma série de transformações até se converter em creatinina, entre elas:
Produção de Creatina: A creatina é sintetizada no fígado, pâncreas e rins a partir dos aminoácidos arginina, glicina e metionina. Ela é então transportada para os músculos através da corrente sanguínea.
Nos músculos, a creatina é armazenada na forma de fosfocreatina, que desempenha um papel crucial na produção de ATP (trifosfato de adenosina), a principal fonte de energia celular.
Metabolismo durante a Atividade Física: Durante atividades físicas intensas, a fosfocreatina libera energia para regenerar o ATP, fornecendo a energia necessária para contração muscular.
À medida que a creatina é utilizada para gerar energia, parte dela se converte em creatinina como um subproduto metabólico. Esse processo é espontâneo e ocorre naturalmente no corpo.
A creatinina, agora formada, é filtrada pelos rins a partir do sangue e excretada na urina. A taxa de excreção de creatinina é relativamente constante, tornando-a um marcador útil para avaliar a função renal.
É crucial respeitar as recomendações de dosagem da creatina, geralmente situada entre 3 a 5 gramas por dia. A sobrecarga renal, resultado do uso excessivo de qualquer suplemento, incluindo a creatina, pode ser evitada ao seguir cuidadosamente as orientações de uso e consultar ajuda médica.
Indivíduos com histórico de problemas renais ou condições de saúde específicas devem procurar aconselhamento médico antes de iniciar a suplementação com creatina. A consulta profissional assegura uma abordagem personalizada e segura.
O consumo adequado da creatina parece ser seguro para a maioria dos indivíduos, porém a moderação, o respeito às orientações de dosagem e a consulta médica são fundamentais para uma abordagem informada e segura ao uso deste suplemento!
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