Expansão no Brasil e exterior
A startup já atua no Brasil e no exterior, especialmente na Europa e nos Estados Unidos — os dois maiores importadores de madeira amazônica. Com duas madeireiras acreanas utilizando a tecnologia para reforçar a legalidade e rastreabilidade da produção, a solução ganhou interesse internacional, principalmente de empresas europeias preocupadas com a conformidade ao Regulamento de Madeira da União Europeia (EUTR).
Para sustentar sua expansão, a WoodChat abriu vagas para voluntários, pesquisadores e especialistas em física da madeira, além de estar desenvolvendo o Wood Lab, um laboratório voltado à identificação de espécies, que deve impulsionar ainda mais a base de dados da empresa.
Tecnologia com propósito
“Representar o Acre como mulher, engenheira e empreendedora em um ecossistema majoritariamente masculino é um marco histórico. Mostrar que o Acre tem tecnologia, inovação e gente que faz acontecer é nossa missão. Não vim sozinha, vieram mais oito startups. Isso prova que o Acre tem muito a oferecer ao mundo”, destacou Fernanda.
Além de seus avanços tecnológicos, a WoodChat assume o compromisso de posicionar o Acre no cenário global da inovação e sustentabilidade. Com planos de expandir o banco de dados de espécies, atrair mais investidores e firmar parcerias estratégicas, a startup segue como um exemplo de impacto socioambiental e empreendedorismo feminino na Amazônia.
A plataforma utiliza a IA para facilitar a vida dos madeireiros. Ao enviar uma foto para a atendente virtual, apelidada de “Violeta”, o usuário recebe rapidamente a identificação da espécie de árvore.
Segundo a CEO, a ferramenta foi projetada para o setor madeireiro, mas pode ser utilizada por qualquer pessoa interessada. “Com isso, o profissional ganha tempo ao realizar o manejo florestal sustentável, além de maior segurança na identificação das árvores”, destacou. A agilidade e precisão da IA ajudam a evitar erros que podem resultar em penalidades ambientais.
Solução para problemas recorrentes no setor madeireiro
A inspiração para o desenvolvimento da tecnologia surgiu após um caso de repercussão nacional, ocorrido no Amazonas, em que uma carga de madeira foi apreendida devido a um erro de identificação.
“De um lado, o madeireiro afirmava que a madeira era violeta, enquanto os órgãos fiscalizadores diziam que era roxinho, uma espécie que não pode ser comercializada. Isso gerou prejuízos e estresse para ambos os lados. Foi aí que percebemos a necessidade de uma ferramenta que pudesse resolver esse tipo de problema”, disse Fernanda.
Onofre também enfatiza a importância da precisão no reconhecimento das espécies, já que árvores como a roxinha e a violeta são visualmente muito semelhantes, mas possuem diferentes regras ambientais. Erros de identificação podem acarretar multas e problemas legais.
A Violeta oferece aos usuários a consulta gratuita de até 50 fotos por mês. Após esse limite, é cobrado um valor de R$ 0,50 por imagem. O serviço é acessível por WhatsApp e também está disponível em versão web. Além do reconhecimento de espécies, a plataforma fornece orientações sobre documentações do IBAMA e conscientização sobre questões ambientais.
“Nosso objetivo é facilitar o trabalho de identificação para os madeireiros e oferecer uma ferramenta de apoio às práticas de manejo sustentável na Amazônia. Queremos ajudar a evitar erros e preservar o patrimônio florestal de maneira responsável”, concluiu.
Com a matéria:Acremais

