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NOVO MAPA DA EMBRAPA E IBGE REVELA O VERDADEIRO POTENCIAL AGRÍCOLA DAS TERRAS BRASILEIRAS

NOVO MAPA DA EMBRAPA REVELA A APTIDÃO AGRICOLA DE CADA REGIÃO DO PAÍS

04/06/2025 às 17h26
Por: Redação Fonte: Jose Carlos
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NOVO MAPA DA EMBRAPA E IBGE REVELA O VERDADEIRO POTENCIAL AGRÍCOLA DAS TERRAS BRASILEIRAS

Novo mapa da Embrapa e IBGE revela o verdadeiro potencial agrícola das terras brasileira

foto de lavoura
Ilustração gráfica aponta locais e manejos específicos para as características da terra (Foto: Embrapa/Paulo Kurtz)

A Embrapa Solos e o IBGE lançaram uma nova versão do mapa de aptidão agrícola das terras do Brasil, que indica, em nível regional, o potencial do solo considerando três níveis de manejo tecnológico. A ferramenta está disponível gratuitamente na plataforma GeoInfo e no Portal de Dados da Plataforma Tecnológica do PronaSolos.

O mapa avalia a aptidão das terras brasileiras com base em cinco fatores limitantes: fertilidade, disponibilidade de água, excesso de umidade, risco de erosão e dificuldade de mecanização. Também há um sexto fator, “impedimentos ao enraizamento”, para o caso da silvicultura.

Para cada tipo de solo, foram atribuídos graus de limitação que variam de nulo a extremamente forte. Além disso, a iniciativa indica as melhores formas de uso.

A avaliação considera três níveis de manejo: conforme o pesquisar da Embrapa, Amaury de Carvalho Filho, explica. O nível A, com técnicas simples e de baixo custo; o nível B, com uso moderado de tecnologia; e o nível C, com alta tecnificação e investimento.

“A metodologia permite identificar áreas adequadas tanto para a agricultura familiar quanto para grandes empreendimentos agrícolas”, explica Carvalho Filho.

Mapa de aptidão agrícola das terras brasileiras (Foto: Reprodução)

Boas, regulares ou restritas

A classificação aponta se as terras são “boas”, “regulares” ou “restritas” para o cultivo de lavouras em cada nível de manejo. Em áreas com limitações severas, o uso recomendado pode ser a pastagem plantada, pastagem nativa ou silvicultura. Já terras consideradas inaptas devem ser preservadas ou destinadas a outros fins não agrícolas.

O estudo analisa as terras em três níveis de manejo — baixo, médio e alto — e atribui diferentes graus de limitação à produção agrícola, como deficiência de fertilidade ou risco de erosão. A nova versão permite a visualização do potencial agrícola em escalas que vão do território nacional ao nível municipal, oferecendo dados estratégicos para produtores rurais, gestores públicos e investidores do setor.

Entre as regiões com maior aptidão agrícola destacam-se o Centro-Oeste e o Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), ideais para lavouras tecnificadas. Já áreas com solos rasos ou relevo acidentado, comuns no semiárido nordestino e na Mata Atlântica, apresentam menor potencial, mas ainda podem ser aproveitadas por pequenos produtores com baixo investimento tecnológico.

Segundo os pesquisadores, o mapa pode embasar políticas públicas, zoneamento agrícola e programas como o PronaSolos e o Zarc. Além disso, permite uma alocação mais eficiente de recursos e incentivos, direcionando o uso da terra de forma sustentável e alinhada às realidades socioeconômicas dos diferentes perfis de produtores brasileira.

Os dados utilizados para compor o mapa incluem o Mapa de Solos do Brasil (IBGE, 2018), áreas desmatadas da Amazônia Legal (Inpe/Prodes) e informações sobre unidades de conservação e terras indígenas (MMA, 2020). O trabalho segue o Sistema de Avaliação da Aptidão Agrícola das Terras, método desenvolvido pela Embrapa.

Para o pesquisador José Francisco Lumbreras, a nova versão do mapa é um instrumento estratégico para planejamento regional, direcionamento de políticas públicas e gestão sustentável do território agrícola. “Mesmo em escala ampla, ele pode subsidiar decisões sobre zoneamentos, extensão rural e uso racional dos recursos naturais”, afirma.

Apesar de não ser aplicável diretamente ao nível de fazendas, o mapa é uma referência valiosa para governos, cooperativas, associações rurais e grandes produtores. Ele também fortalece programas como o PronaSolos e o Zoneamento de Risco Climático (Zarc).

 

Editado por: José Carlos

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