A cantora Preta Gil morreu neste domingo (20), aos 50 anos, nos Estados Unidos. A artista lutava contra um câncer colorretal desde janeiro de 2023 e vinha se submetendo a diversos tratamentos, inclusive terapias experimentais nos últimos meses. A informação foi confirmada à Tupi pela assessoria da cantora, que disse ainda que a família fará um pronunciamento oficial em breve.
Filha de Gilberto Gil e da empresária Sandra Gadelha, Preta enfrentou a doença com bravura. Ela passou por uma cirurgia de colostomia no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, e sessões intensas de quimioterapia e radioterapia. Em agosto de 2024, a enfermidade avançou para um quadro de metástase em múltiplos órgãos.
Como foi a luta de Preta Gil contra o câncer?
A partir de maio de 2025, Preta buscou alternativas nos EUA, apostando em tratamentos experimentais na tentativa de prolongar sua vida e aliviar o sofrimento. Mesmo diante das dificuldades, manteve-se ativa nas redes sociais e próxima dos fãs.
Nascida no Rio de Janeiro em 8 de agosto de 1974, Preta Gil lançou seu primeiro álbum em 2003. Sua carreira musical foi marcada por canções que exaltavam a liberdade, a diversidade e o empoderamento feminino.
Qual o legado de Preta Gil na cultura brasileira?
Além da música, a artista se destacou como apresentadora, atriz e empreendedora, sendo cofundadora da agência Music2Mynd. Também comandava o popular “Bloco da Preta”, um dos principais do Carnaval carioca.
Preta foi uma importante voz contra o racismo, a gordofobia e a homofobia. Declaradamente bissexual, tornou-se referência na defesa dos direitos da comunidade LGBTQIA+ e no combate à discriminação em suas múltiplas formas. Sua partida representa uma perda irreparável para a cultura e a militância brasileira.
ENTENDA:
Após meses de quimioterapia, internações e uma cirurgia de grande porte que durou mais de 20 horas, ela chegou a anunciar remissão do tumor. No entanto, em agosto de 2024, Preta revelou que a doença havia voltado, dessa vez com metástases em linfonodos, no ureter e no peritônio. A recidiva marcou o início de uma nova fase de combate, que incluiu tratamentos experimentais e acompanhamento intensivo fora do país.
Durante o período de tratamento nos EUA, Preta manteve uma rotina de cuidados médicos e dividia com os fãs momentos de otimismo. Ela chegou a usar uma bomba portátil para quimioterapia, manteve-se ativa nas redes sociais e participou de eventos com amigos e familiares sempre que o estado de saúde permitia. Mesmo diante das limitações físicas e dos efeitos colaterais do tratamento, a artista demonstrava esperança e disposição para enfrentar a doença.
Em dezembro de 2024, ela viajou para os Estados Unidos em busca de abordagens inovadoras e mais recursos terapêuticos. Nos últimos meses, passou por novas internações e enfrentou complicações sérias. Na quarta-feira anterior à sua morte, Preta foi submetida a uma sessão de quimioterapia, sentiu-se mal e exames indicaram que o câncer havia se espalhado novamente, de forma mais severa.
Preta Gil morreu em casa, cercada por familiares e amigos que se deslocaram para os EUA ao saber da piora repentina. Carolina Dieckmann, uma de suas amigas mais próximas, conseguiu interromper compromissos profissionais para acompanhá-la nos últimos dias. O filho da cantora, Francisco, também estava com ela.
Fontes ligadas à família revelaram que o pai de Preta, o cantor Gilberto Gil, sofreu um pico de pressão arterial ao receber a notícia da morte da filha. A família confirmou o falecimento por meio da assessoria e informou que divulgará um comunicado oficial em breve. Ainda não há informações sobre a realização do velório ou repatriação do corpo, mas há expectativa de que a despedida aconteça em solo americano. A morte de Preta Gil gerou comoção em todo o país e inúmeras homenagens foram publicadas por artistas, políticos e fãs que celebraram sua trajetória como símbolo de força, irreverência e afeto.

