

No primeiro dia de presidente da República, eu vou assinar a anistia de todos. Eu vou pacificar o país”, disse o governador em entrevista ao UOL News.
Caiado já havia feito afirmações semelhantes em outras ocasiões. Em maio, disse que pretende “encerrar a situação” e “iniciar uma nova história no Brasil” por meio da anistia. No mês seguinte, defendeu que a medida seja “ampla, geral e irrestrita”, enfatizando que tal prerrogativa cabe ao presidente da República.
Caiado evitou responder com todas as letras se acredita ou não que houve uma tentativa de golpe após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra Bolsonaro na eleição de 2022, mas confirmou que sua proposta de perdão presidencial se aplicaria também aos mentores dos ataques. Mesmo que isso signifique ir na direção contrária a uma ou mais decisões do Poder Judiciário.
“Não se governa na subjetividade. Governa-se de fatos concretos. Subjetivo é muita coisa. Qual é o fato concreto? Este fato já tem dois anos e seis meses, não dá mais para ficar esperando isso aí e o Brasil parado discutindo anistia, discutindo penalizar essas pessoas. Desenharam uma situação que não tem outra pauta para o Brasil. Eu como candidato a presidente tenho que ter posições claras. A posição minha será exatamente anistiar.”
Assim como evitou responder diretamente sobre a tentativa de golpe após a eleição de 2022, Caiado também tergiversou a respeito do período de ditadura no Brasil (1964-1985). Perguntado se houve ou não ditadura militar, respondeu que existiu um “movimento” após uma “circunstância” criada por Jânio Quadros e João Goulart “quebrar toda a ordem nacional”:
“Teve restrições por atos institucionais em um período em que aconteceram barbaridades. Você tem que analisar o fato de 1964 com os olhos de 1964. Tudo isso foram situações criadas que provocaram todo esse processo de reação, e que nós viemos para a anistia plena, geral e irrestrita. Era um processo conflagrado que teve o Brasil.”
Por: José Carlos
Mín. 27° Máx. 40°