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PEN DRIVE COM GRAVAÇÕES DE MARÍLIA MENDONÇA TEM MAIS DE 20 ANOS DE MÚSICAS PARA SEREM LANÇADA

PEN DRIVE COM MÚSICAS INÉDITAS DE MARILIA MENDONÇA VIRA DISPUTA JUDICIAL

19/08/2025 às 22h16
Por: Redação Fonte: Tnh1.com.br
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PEN DRIVE COM GRAVAÇÕES DE MARÍLIA MENDONÇA TEM MAIS DE 20 ANOS DE MÚSICAS PARA SEREM LANÇADA

Legado de Marília Mendonça: músicas inéditas e disputa por pen drive

O empresário Wander Oliveira revelou que Marília Mendonça deixou um vasto acervo de músicas inéditas, capazes de garantir lançamentos pelos próximos 20 anos. Segundo Oliveira, o catálogo inclui canções oficiais, registros de lives durante a pandemia e gravações caseiras feitas pela própria artista, como rascunhos no celular. Um exemplo é o álbum Decretos Reais, que surgiu a partir da live Serenata, realizada em maio de 2021, demonstrando a diversidade e riqueza do material deixado por Marília. 

Marilia Mendonça

Entre os arquivos, um pen drive contendo 100 a 110 gravações caseiras — com ideias de músicas, registros em voz e violão e interpretações de outros artistas — tornou-se motivo de impasse entre os responsáveis pelo legado da cantora. Wander Oliveira afirmou que sua intenção era doar sua parte dos direitos ao espólio de Marília, que será administrado por seu filho Léo quando ele completar 18 anos. “Para mim, o pen drive pertence ao Léo. Gostaria que ele fizesse o que quiser com ele, é a história da mãe dele”, declarou.

Foto: Reprodução / InstagramMarilia Mendonça

Atualmente, as negociações sobre o dispositivo estão suspensas. O advogado da família explicou que Murilo Huff, pai de Léo, precisa assinar todos os contratos relacionados ao filho, o que ainda não ocorreu. A gravadora Som Livre reforçou que é responsável exclusiva pelo repertório da artista e que qualquer lançamento futuro será feito em conjunto com a família, respeitando a memória e o legado de Marília. Enquanto isso, fãs aguardam novos projetos e registros inéditos que continuarão a celebrar a carreira da cantora.

A herança musical e os envolvidos

Desde o trágico acidente, o legado musical de Marília Mendonça é gerido por três partes principais:

  • A família: composta pela mãe, Ruth Dias, e por Murilo Huff, pai de Léo, o único herdeiro da cantora, hoje com cinco anos.
  • A Som Livre: uma gravadora com a qual Marília assinou um contrato em 2019, concedendo o direito de explorar comercialmente todo o seu trabalho feito em vida.
  • A Workshow: a empresa de Wander Oliveira que sempre gerenciou a carreira da artista.

Apesar de todas as partes precisarem trabalhar juntas para preservar a imagem da cantora e decidir o futuro dos trabalhos póstumos, nem sempre as decisões agradam a todos. Um exemplo recente de desacordo foi o dueto póstumo entre Marília e o cantor Cristiano Araújo, que uniu as vozes digitalmente na música "De Quem É a Culpa?". A iniciativa partiu da família, mas não teve a concordância do empresário.

O pen drive da discórdia

Parte do material inédito de Marília foi gravado de forma caseira, com a artista registrando rascunhos de músicas pelo celular. Essas gravações estão espalhadas em dispositivos com parceiros de composição e com o produtor musical Eduardo Pepato. Um desses dispositivos, um pen drive que se tornou alvo de atrito, concentra uma série de arquivos.

O conteúdo foi compilado por Juliano Soares, conhecido como Tchula, amigo e principal parceiro de composições de Marília. De acordo com Wander Oliveira, o pen drive tem entre 100 e 110 arquivos, incluindo ideias de composições, gravações de voz e violão, e a voz de Marília em músicas próprias e de outros artistas. Uma fonte do g1, que ouviu algumas das faixas, chegou a citar uma música em especial como uma das melhores da carreira da cantora.

Segundo Wander, sua intenção era que o dispositivo fosse guardado como uma herança afetiva para Léo, o filho de Marília. O empresário afirmou ter doado sua parte dos direitos dos arquivos para o espólio do menino, que só poderá gerir a obra da mãe ao completar 18 anos.

Eu não achava que deveria ser meu ou de qualquer pessoa, que não fosse o Léo, o que tem nesse pen drive", disse Wander. "Para mim, o pen drive pertence ao Léo. Eu gostaria que, no momento em que ele tivesse entendimento, fosse entregue para ele, para fazer o que quiser. Isso é a história da mãe dele."

No entanto, o empresário revela que, após o suposto acordo, o advogado da família estava na Som Livre negociando o pen drive.

Procurado pelo g1, Robson Cunha, advogado da família de Marília Mendonça, confirmou que as conversas com a gravadora para o lançamento das músicas do pen drive estão em andamento. Ele reiterou que, pelo contrato assinado em 2019, tudo que a artista produziu em vida já pertence à Som Livre. O advogado disse ainda desconhecer qualquer acordo para que o conteúdo do pen drive fosse guardado como uma herança, e afirmou que o próprio Wander Oliveira também incluiu os arquivos do dispositivo em suas negociações.

 

 
Por: José Carlos
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