
Paschoal menciona projetos em discussão na Câmara dos Deputados e afirma que eles sofrem oposição de “servos”. “Nós estamos em guerra. Guerra contra o mundo espiritual pelo reino de Deus”, diz o bispo, que também relaciona a campanha à situação política do país.
Em outro trecho, ele cita a abertura de templos durante a pandemia de covid-19 e defende a presença de “representantes do corpo de Jesus” na política.
“Se não tivéssemos representantes para brigar por esse direito da Constituição, os templos não teriam sido abertos”, afirmou.
A representação questiona ainda o formulário de inscrição do desafio, que solicita identificação facial, templo frequentado, bairro, cidade e estado. O documento aponta que 154 mil fiéis já estavam cadastrados até 4 de agosto e classifica a estrutura como uma possível “máquina de engajamento eleitoral”.
O Ministério Público de São Paulo informou que registrou uma Notícia de Fato Eleitoral, mas que não havia investigação em andamento na 1ª Zona Eleitoral. Como a denúncia trata das eleições gerais de 2026 e pode ter alcance nacional, a Procuradoria Regional Eleitoral deverá fazer uma avaliação inicial e decidir sobre eventuais medidas.
De acordo com a reportagem usada como base da representação, a prioridade da Igreja Universal é eleger, nas eleições de outubro, bispos e pastores que disputam vagas para deputado estadual e federal em diferentes estados.
A associação afirma que o “Desafio de Neemias” foi estruturado para durar 52 dias, com encerramento previsto para o primeiro turno.
Para a entidade, a duração da campanha e a utilização da estrutura de comunicação e organização da igreja indicam uma estratégia de mobilização eleitoral.
“O que verificamos é a conversão de uma estrutura monumental de comunicação e organização religiosa em uma máquina de engajamento eleitoral”, afirma Leandro Patrício da Silva, diretor-presidente da Associação Movimento Brasil Laico.
A representação também cita declarações atribuídas ao bispo Renato Cardoso, apresentado pela entidade como segundo nome na hierarquia da Universal.
O documento menciona uma fala segundo a qual seria “incompatível ser cristão e votar em partidos de esquerda”.
O documento menciona uma fala segundo a qual seria “incompatível ser cristão e votar em partidos de esquerda”.
Outro exemplo citado é uma mensagem enviada a fiéis em Goiás: “As muralhas de Goiás estão sendo construídas. Nós somos parte dessas muralhas. E você?”. Para a associação, a mensagem relaciona a metáfora utilizada na campanha religiosa à eleição de pastores candidatos.
Por: José Carlos
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