
Durante investigações, a Polícia Federal encontrou no telefone de Jair Bolsonaro um documento em formato digital com um rascunho do pedido
PF encontra no celular de Bolsonaro documento de pedido de asilo político a Milei. Ex-pre
A Polícia Federal (PF) localizou no celular de Jair Bolsonaro um documento de 33 páginas no qual o ex-presidente considerava solicitar asilo político ao presidente da Argentina, Javier Milei. O material, sem assinatura e sem data, estava armazenado desde 2024 e foi encontrado durante operação autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no inquérito que investiga possíveis sanções dos Estados Unidos contra o Brasil.
No texto, Bolsonaro afirma: “De início, devo dizer que sou, em meu país de origem, perseguido por motivos e por delitos essencialmente políticos. No âmbito de tal perseguição, recentemente, fui alvo de diversas medidas cautelares”.
“Eu, Jair Messias Bolsonaro, solicito a vossa excelência asilo político na República da Argentina, em regime de urgência, por eu me encontrar na situação de perseguido político no Brasil, por temer por minha vida, vindo a sofrer novo atentado político, uma vez que não possuo hoje a proteção necessária que se deve dar a um ex-chefe de Estado, bem como por estar na iminência de ter minha prisão decretada, de forma injusta, ilegal, arbitrária e inconstitucional pelas próprias autoridades públicas que promovem a perseguição contra mim, diretamente da mais alta Corte do Poder judiciário brasileiro”, diz o texto.
A defesa de Jair Bolsonaro afirmou ao blog de Andréia Sadi que o documento foi uma “sugestão” recebida pelo ex-presidente em fevereiro de 2024 e que teria sido posteriormente descartada.
A Polícia Federal (PF) localizou no celular de Jair Bolsonaro um documento de 33 páginas no qual o ex-presidente considerava solicitar asilo político ao presidente da Argentina, Javier Milei. O material, sem assinatura e sem data, estava armazenado desde 2024 e foi encontrado durante operação autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no inquérito que investiga possíveis sanções dos Estados Unidos contra o Brasil.
No texto, Bolsonaro afirma: “De início, devo dizer que sou, em meu país de origem, perseguido por motivos e por delitos essencialmente políticos. No âmbito de tal perseguição, recentemente, fui alvo de diversas medidas cautelares”.
Segundo a PF, o documento foi editado pela última vez em 5 de dezembro de 2023, dias antes da viagem de Bolsonaro à Argentina para acompanhar a posse de Milei, realizada entre 7 e 11 de dezembro. Para os investigadores, o material poderia ter sido utilizado para viabilizar uma fuga do país.
Em nota, a PF destacou: “Os elementos informativos encontrados indicam, portanto, que o ex-presidente Jair Bolsonaro tinha em sua posse documento que viabilizaria sua evasão do Brasil em direção à República Argentina, notadamente após a deflagração de investigação pela Polícia Federal com a identificação de materialidade e autoridade delitiva quanto aos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito por organização criminosa”.
Nesta quarta-feira (20), Jair Bolsonaro e o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) foram indiciados pelos crimes de coação no curso do processo e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.
As investigações apontam que Eduardo atuou junto ao governo do então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para tentar articular medidas de retaliação contra autoridades brasileiras e ministros do STF. Em março, o parlamentar se licenciou do mandato e mudou-se para os EUA, alegando perseguição política.
O ex-presidente também é alvo de outro processo por ter enviado recursos via Pix para custear a estadia do filho no exterior, além de responder como réu no Supremo na ação penal que trata da chamada trama golpista.
Por: José Carlos
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