
A passagem do Palmeiras pela Bahia, com a derrota por 1 a 0 para o Tricolor da casa, não poderia ter sido mais traumática. Em termos de futebol, matemática e parte clínica, o jogo foi um desastre.
O time que chegou a Salvador sem Khellven e com chance de assumir a liderança, voltou também sem Lucas Evangelista e Piquerez, que saíram lesionados antes do 30 minutos do 1º tempo.
Lucas sentiu o posterior da coxa direita. O uruguaio deixou o gramado sentindo dores no lado interno do joelho esquerdo. Ambos preocupam.
Além dos machucados, o Alviverde deixou o Nordeste com dúvidas que não tinha antes de entrar em campo na Fonte Nova.
Giay e Jefté, os laterais reservas, foram muito mal. O argentino levou um baile de Sanabria. Já o novato levou um drible de entortar no gol de Ademir, que deu a vitória aos tricolores com um chutaço cruzado, quase sem ângulo, aos 33 do 2º tempo.
Aníbal e Martínez também não funcionaram como dupla. Nenhum dos dois demonstrou capacidade de jogar como 8. O que suscita a dúvida, se não seria mais negócio recuar Andreas e entrar com Maurício ou Veiga.
A derrota foi um final lamentável para um jogo que começou bem, com o Verdão dominando e acuando o time da casa. Como num ato contínuo à classificação contra o River Plate, o time de Abel Ferreira dava pinta de que faria o gol a qualquer momento.
Mas, aos 17, Evangelista saiu, Aníbal entrou, e o jogo consciente acabou para o Palestra. Flaco ainda quase fez um gol de bicicleta no fim da etapa inicial e meio que foi só.
No segundo tempo, enquanto teve gás, Vitor Roque conseguiu ser perigoso. Com arrancadas, amarelou Guilherme Xavier e Gilberto. Mas ficou clara a percepção de um Palmeiras cansado e, até por isso, pouco imaginativo.
Por: José Carlos
