

O saldo da balança comercial brasileira atingiu o pior resultado para o mês de nos ú, conforme dados divulgados nesta segunda-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). O superávit, diferença entre exportações e importações, foi de US$ 3 bilhões, representando o menor montante registrado para o mês .
O resultado representa uma em comparação com setembro de 2024. A redução nas vendas externas foi impactada, em parte, pela aplicação de tarifas do governo do presidente Donald Trump (Partido Republicano) sobre produtos brasileiros, o que resultou em um decréscimo de nas exportações destinadas aos .
Em setembro, o valor total das exportações foi de US$ 30,5 bilhões, enquanto as importações somaram US$ 27,6 bilhões. No acumulado do ano, as exportações totalizam US$ 257,8 bilhões e as importações US$ 212,3 bilhões, resultando em um saldo positivo de US$ 45,5 bilhões e uma corrente de comércio de US$ 470,1 bilhões.
A diminuição das vendas brasileiras aos Estados Unidos contribuiu significativamente para a queda do superávit. Após uma redução de 18,5% em agosto, as exportações para o país norte-americano caíram 20,3% em setembro. Esta retração nas vendas externas coincide com o período de implementação das novas tarifas.
Para tratar do tema, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente Donald Trump conversaram por telefone nesta segunda-feira (6). O Ministério informou que os dois líderes concordaram em se encontrar “em breve” pessoalmente. A teleconferência teve duração de 30 minutos e foi descrita como “amistosa”.
As tarifas de 50% entraram em vigor em 6 de agosto, mas nem todos os itens estão sujeitos à cobrança integral. Um total de foi da tarifa de 50%, o que equivale a de todos os produtos exportados para os EUA em 2024.
O superávit da balança comercial em setembro, diferença entre o que o Brasil exporta e o que importa, foi o menor em dez anos, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). O saldo ficou em US$ 2,99 bilhões, 41,1% menor que em setembro de 2024 (US$ 5,08 bilhões). A principal razão foi a importação de uma plataforma de petróleo vinda de Singapura, uma operação isolada que elevou as compras externas e reduziu o resultado final do mês.
Mesmo com exportações recordes de US$ 30,53 bilhões, o aumento das importações (US$ 27,54 bilhões) acabou reduzindo o saldo positivo. No acumulado do ano, entre janeiro e setembro, o superávit chegou a US$ 45,47 bilhões, queda de 22,5% em relação ao mesmo período de 2024. Segundo o Mdic, esse foi o pior resultado para o mês desde 2015, ano marcado por recessão econômica no país.
A balança comercial em setembro manteve bom desempenho nas exportações, puxadas pelo agronegócio e pela indústria.
Principais destaques:
Esses números mostram que o Brasil continua competitivo em commodities e produtos industrializados, mesmo num cenário global instável.
Por outro lado, os preços médios das mercadorias caíram 2,5%, o que reduziu o ganho em dólar das exportações. Segundo técnicos do Mdic, o recuo dos preços internacionais do minério e da soja impediu um resultado mais forte.
As importações cresceram com força, impulsionadas pela entrada da plataforma de petróleo e pelo maior consumo no mercado interno.
Principais variações nas importações:
O aumento das compras externas mostra aquecimento da economia, com empresas e consumidores comprando mais, mas também pressiona o saldo comercial, já que o país gastou mais com importações industriais e bens duráveis.
Entre os produtos específicos:
Esses dados refletem a retomada da atividade industrial, mas também indicam maior dependência de insumos importados.
O Mdic revisou suas estimativas e agora prevê superávit de US$ 60,9 bilhões em 2025, acima da previsão anterior de US$ 50,4 bilhões. As exportações devem somar US$ 344,9 bilhões, e as importações, US$ 284 bilhões. A revisão já considera os efeitos do tarifaço dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
O governo vê o resultado da balança comercial em setembro com preocupação, por mostrar um ritmo menor de saldo positivo.
Segundo o Boletim Focus do Banco Central, o mercado financeiro é um pouco mais otimista e projeta superávit de US$ 64,4 bilhões até o fim do ano. Ainda assim, o número fica distante do recorde de US$ 98,9 bilhões alcançado em 2023.
O desempenho da balança comercial em setembro revela um cenário misto. De um lado, as exportações continuam firmes; de outro, o avanço das importações indica aquecimento interno, mas também maior vulnerabilidade externa.
Se os preços internacionais de energia e alimentos voltarem a cair, o Brasil pode ter novos meses de superávit menor.
O Mdic aposta na diversificação das exportações e na modernização dos portos para manter o saldo positivo em 2025, em meio à valorização do dólar e às incertezas do comércio global.
Por: José Carlos
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