Idosa perde R$ 3,2 milhões no 'golpe do bilhete premiado'
Operação da Polícia Civil bloqueou R$ 74,7 milhões da quadrilha e prendeu duas suspeitas por uso de documento falso
Idosa, de 66 anos, foi vítima do 'golpe do bilhete premiado'Arquivo / Rafa Neddermeyer / Agência Brasil
Uma idosa, de 66 anos, foi vítima do "golpe do bilhete premiado" e perdeu R$ 3,2 milhões em São José dos Campos, São Paulo. A Operação Golpe da Sorte, deflagrada, nesta quarta-feira (12), pela Polícia Civil em várias cidades do Brasil, descobriu o esquema. A Justiça bloqueou R$ 74,7 milhões dos investigados, e duas mulheres foram presas.
No "golpe do bilhete premiado", os bandidos entram em contato com as vítimas, geralmente pessoas com maior poder aquisitivo, e dizem estar com um bilhete de loteria premiado, mas que não conseguem resgatar. Eles então oferecem o bilhete à vítima em troca de depósitos em um valor menor do que seria o prêmio. A idosa, que perdeu cerca de R$ 3,2 milhões, sofreu o golpe em novembro de 2024.
Com base na investigação, a Justiça determinou o bloqueio de 23 contas bancárias ligadas à quadrilha, totalizando R$ 74,7 milhões. Durante a operação, duas mulheres foram presas em flagrante por uso de documento falso.
Também foram apreendidos computadores, pen drives, celulares, documentos e um veículo que teria sido utilizado pelos suspeitos. A Polícia Civil continua investigando outros possíveis integrantes e buscando identificar se há mais vítimas.
Como funciona o golpe do bilhete premiado
Esse tipo de estelionato é antigo, mas continua eficaz por explorar a confiança e a ganância humana.
Tipicamente, os golpistas abordam a vítima – muitas vezes uma pessoa idosa com bom poder aquisitivo – alegando possuir um bilhete de loteria premiado.
Eles dizem que não conseguem resgatar o prêmio por algum motivo inventado, como falta de documentos ou restrições pessoais. Em troca de ajuda financeira imediata, oferecem o bilhete por um valor bem inferior ao suposto prêmio.
No caso relatado, a idosa foi convencida a fazer diversas transferências bancárias, totalizando mais de R$ 3,2 milhões. Os criminosos usam táticas persuasivas, como encenações com comparsas que fingem interesse no negócio, criando uma sensação de urgência e oportunidade única. O golpe pode ocorrer tanto em encontros presenciais quanto por meio de comunicações digitais, ampliando seu alcance.
Por: José Carlos