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DONO DO BANCO MASTER DANIEL VORCARO É LEVADO DA CARCERAGEM DA PF PARA PRESIDIO NA GRANDE SP E DÁ CHILIQUE E GRITA AO CHEGAR EM PRESÍDIO

BANQUEIRO BILIONÁRIO PERDE PRIVILÉGIOS E SURTA APÓS SER TRANSFERIDO

26/11/2025 às 20h54
Por: Redação Fonte: diario do centro mundo
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DONO DO BANCO MASTER DANIEL VORCARO É LEVADO DA CARCERAGEM DA PF PARA PRESIDIO NA GRANDE SP E DÁ CHILIQUE E GRITA AO CHEGAR EM PRESÍDIO

Daniel Vorcaro, do Banco Master, dá chilique e grita ao chegar em presídio

A transferência do banqueiro Daniel Vorcaro para o Centro de Detenção Provisória (CDP) 2 de Guarulhos, na tarde de segunda-feira (24), desencadeou um episódio de revolta que expôs a tensão crescente no caso que envolve a queda do Banco Master. Horas após deixar a cela da Superintendência da Polícia Federal em São Paulo, onde demonstrava aparente tranquilidade, Vorcaro explodiu diante de advogados.

Em tom alterado, segundo Lauro Jardim, do jornal O Globo, questionou o novo destino: “Como é que eu vim para cá?”. Ele também teria gritado com os agentes penitenciários.

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Foto: reprodução

A mudança ocorreu uma semana após sua prisão na Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraudes bilionárias relacionadas à venda de carteiras de crédito ao Banco de Brasília (BRB) e a emissão de CDBs com rentabilidade considerada irreal pelo mercado.

O CDP de Guarulhos, inaugurado em 2002, tem capacidade para 553 presos e abrigava 454 detentos na data do ingresso do banqueiro, número abaixo do limite, mas distante do padrão de conforto das celas da PF.

Além de Vorcaro, outros executivos também foram transferidos: Luiz Antônio Bull e Alberto Felix de Oliveira Neto. Já Angelo Antonio Ribeiro da Silva e Augusto Ferreira Lima permaneceram na Superintendência da PF.

Momento da prisão de Daniel Vorcaro no Aeorporto de Guarulhos. Foto: reprodução/Estadão

Ele foi preso no aeroporto de Guarulhos (SP) quando se preparava para embarcar para Malta. A defesa alega que a viagem tinha como destino final os Emirados Árabes Unidos e estava relacionada ao processo de venda do Master.

A decisão de deslocar parte dos investigados acompanha o endurecimento judicial sobre o caso, que ganhou força com a rejeição do habeas corpus pela Justiça Federal na última quinta-feira (20). Segundo a desembargadora Solange Salgado da Silva, do TRF-1, a prisão se justifica pelos “indícios veementes de gestão fraudulenta e organização criminosa”.

A defesa de Vorcaro tenta reverter a decisão e aguarda outro habeas corpus no TRF-1. Em nota divulgada no sábado (22), negou haver “nenhuma fraude de 12 bilhões de reais” e sustentou que o Banco Master apenas adquiriu carteiras previamente originadas por terceiros, em prática considerada comum no setor.

O documento argumenta que todas as operações contavam com garantias e possibilidade de recompra de contratos irregulares, além de registro completo na B3.

 

 

Por: José Carlos

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