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HISTÓRIA DAS COPAS (1970 - 1986) DO TRI DO BRASIL À MÃO DE DEUS DE MARADONA

O QUE FOI A “MÃO DE DEUS” DE MARADONA NA COPA DE 1986

20/05/2026 às 21h11
Por: Redação Fonte: Correio do povo
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HISTÓRIA DAS COPAS (1970 - 1986) DO TRI DO BRASIL À MÃO DE DEUS DE MARADONA

História das Copas (1970 – 1986): Do tri do Brasil à mão de Deus de Maradona

Terceira parte da série relembra o tricampeonato brasileiro de 1970, a Laranja Mecânica e a consagração de Maradona em 1986

 
Uma das épocas douradas do futebol teve o marcante Brasil de 1970 e a Laranja Mecânica, que não chegou a levantar a taça da Copa do Mundo apesar de disputar duas finais. Em 1982, a derrota trágica da Seleção de Telê no Sarriá e o surgimento o mito argentino Diego Armando Maradona.
Carlos Alberto Torres levanta a taça do Tri mundial do Brasil no México em 1970
Carlos Alberto Torres levanta a taça do Tri mundial do Brasil no México em 1970Foto : AFP
O eterno "10" da Argentina se consagrou quatro anos depois no México 1986, primeiro País a organizar duas vezes um torneio já planetário, com o gol mais bonito da história das Copas do Mundo, nas quartas de final contra a Inglaterra, e o título diante da Alemanha Ocidental. Esta é a terceira parte (de cinco capítulos) da história da Copa do Mundo da Fifa (México 1970, Alemanha Ocidental 1974, Argentina 1978, Espanha 1982 e México 1986):

México 1970

Espetáculo, estádios lotados, ambiente festivo e futebol de altíssimo nível. Tudo isso e muito mais pôde ser visto na Copa do Mundo do México 1970, para muitos a melhor da história apesar do calor e da altitude.

O Brasil deu um verdadeiro recital de maestria e criatividade com uma equipe comandada por Mario Lobo Zagallo, na qual se destacavam astros como Pelé, Gérson, Jairzinho, Rivellino e Carlos Alberto.

A Seleção venceu todas as partidas e marcou 19 gols. A Fifa introduziu algumas novidades importantes para essa edição. Começaram a ser usados cartões amarelos e vermelhos, estabeleceu-se a diferença entre cobranças diretas e indiretas e, sobretudo, foram permitidas duas substituições de jogadores por equipe, uma verdadeira revolução.

A nona edição do Mundial terminou de forma apoteótica em um estádio Azteca lotado, onde o Brasil de Pelé derrotou sem muita dificuldade a Itália por 4 a 1. Tricampeões (1958, 1962 e 1970), os brasileiros ficaram definitivamente com a Taça Jules Rimet, que acabou roubada em 1983 da sede da CBF, no Rio de Janeiro, e nunca mais foi encontrada.

  • Brasil 4 x 1 Tchecoslováquia – gols de Jairzinho (2), Pelé e Rivelino
  • Brasil 1 x 0 Inglaterra – gol de Jairzinho
  • Brasil 3 x 2 Romênia – gols de Pelé (2) e Jairzinho
  • Brasil 4 x 2 Peru – gols de Tostão (2), Rivelino e Jairzinho
  • Brasil 3 x 1 Uruguai – gols de Clodoaldo, Jairzinho e Rivelino
  • Brasil 4 x 1 Itália – gols de Pelé, Gérson, Jairzinho e Carlos Alberto Torres

Alemanha Ocidental 1974

A Fifa, que tinha um novo presidente, o brasileiro João Havelange, decidiu aproveitar a infraestrutura dos Jogos Olímpicos de Munique 1972 e designou a República Federal da Alemanha como sede da Copa de 1974. Pela primeira vez, além disso, a televisão mostrou o evento para todo o mundo, o que se traduziu imediatamente em um sucesso comercial, característica que nunca mais abandonaria o torneio.

Dos 16 Países que chegaram à fase final, o Zaire foi o primeiro a representar a África negra, a Austrália estreou pela Oceania e o Haiti desbancou o México vindo da América do Norte, Central e Caribe.

 Matéria do Correio do Povo sobre a eliminação do Brasil para Holanda na Copa de 1974 | Foto: Reprodução /CP

A Holanda foi a grande revelação. Assombrou a todos com seu "Futebol Total", uma revolução que consistia em todos os jogadores atacarem e defenderem à imagem e semelhança do Ajax, clube da capital holandesa que então dominava a Europa. À frente dessa seleção avassaladora estava Johan Cruyff.

No fim, enfrentaram-se, como previsto, os dois favoritos, Holanda e Alemanha Ocidental. A Laranja Mecânica não conseguiu superar os anfitriões, que venceram de virada por 2 a 1 com um gol do inesquecível Gerd Müller e se tornaram bicampeões mundiais.

Jogos do Brasil na Copa de 1974:

  • Brasil 0 x 0 Iugoslávia
  • Brasil 0 x 0 Escócia
  • Brasil 3 x 0 Zaire – gols de Jairzinho, Rivelino e Valdomiro
  • Brasil 1 x 0 Alemanha Oriental – gol de Rivelino
  • Brasil 2 x 1 Argentina – gols de Rivelino e Jairzinho
  • Brasil 0 x 2 Holanda
  • Brasil 0 x 1 Polônia
  • Argentina 1978

    Política e futebol voltaram a dar as mãos na Copa de 1978. A Argentina estava em plena ditadura militar (1976-1983) e muitos Países ameaçaram boicotar o torneio, o que acabou não acontecendo.

  • O técnico da seleção argentina era César Luis Menotti, que em quatro anos montou um conjunto ofensivo infalível com nomes tão sólidos como Mario Kempes, Osvaldo Ardiles e o zagueiro e capitão Daniel Passarella. De fato, eles foram o único brilho de qualidade em uma Copa de futebol limitado.

    A Holanda, sem Cruyff, que não foi à Argentina, não teve maiores problemas para superar seus adversários e garantir vaga na final. Já a Argentina precisava, após vencer a Polônia e empatar com um Brasil na segunda fase, derrotar o Peru por quatro gols de diferença na terceira partida daquele quadrangular.

    Correio do Povo deu destaque para a primeira conqusita da Argentina em Copas do Mundo
  • A partida terminou com um contundente 6 a 0 a favor dos anfitriões, resultado que eliminou o Brasil e sempre gerou suspeita de manipulação, negada por ambos os lados. Na final, Kempes, artilheiro da competição e herói nacional com seis gols, abriu o placar, vantagem que os holandeses neutralizaram a poucos minutos do fim. Na prorrogação, Kempes novamente e Daniel Bertoni decretaram a vitória por 3 a 1 diante da Holanda.
  • Jogos do Brasil na Copa de 1978:

    • Brasil 1 x 1 Suécia – gol de Reinaldo
    • Brasil 0 x 0 Espanha
    • Brasil 1 x 0 Áustria – gol de Roberto Dinamite
    • Brasil 3 x 0 Peru – gols de Dirceu (2) e Zico
    • Brasil 0 x 0 Argentina
    • Brasil 3 x 1 Polônia – gols de Roberto Dinamite (2) e Nelinho
    • Brasil 2 x 1 Itália – gols de Nelinho e Dirceu

    Espanha 1982

    A grande novidade da Copa da Espanha foi a ampliação do número de participantes na fase final: dos habituais 16 passou-se para 24. A partida de abertura, disputada em Barcelona, trouxe a primeira surpresa. A campeã Argentina caiu por 1 a 0 diante da Bélgica, em um jogo que marcou a estreia de Diego Armando Maradona em Copas do Mundo.

  • A Itália, que passou raspando pela primeira fase, com três empates em três partidas, acabaria conquistando o título para surpresa de todos.
  • Na segunda fase, a Seleção Brasileira, grande favorita, ficou pelo caminho. O time do técnico Telê Santana contava com jogadores talentoso como Zico, Sócrates, Falcão e Júnior e encantava o mundo com seu futebol envolvente e ofensivo. O Brasil pareceu relaxar diante de uma Itália que apresentou um mau futebol na primeira fase, mas que depois despertou graças, sobretudo, a um fabuloso artilheiro, Paolo Rossi. Ele marcou três gols na vitória por 3 a 2 sobre o Brasil.
  • Nas semifinais, contra a Polônia de Grzegorz Lato e Zbigniew Boniek, Rossi voltou a brilhar ao marcar os dois gols da vitória por 2 a 0. Na final, a Itália continuou sua marcha irresistível ao vencer a Alemanha por 3 a 1, com um gol de Rossi, outro de Marco Tardelli e o restante de Alessandro Altobelli, igualando naquele momento o Brasil com três títulos mundiais.
  • Jogos do Brasil na Copa de 1982:
    • Brasil 2 x 1 União Soviética – gols de Sócrates e Éder
    • Brasil 4 x 1 Escócia – gols de Zico, Oscar, Sócrates e Éder
    • Brasil 4 x 0 Nova Zelândia – gols de Zico (2), Falcão e Serginho Chulapa
    • Brasil 3 x 1 Argentina – gols de Zico, Serginho Chulapa e Júnior
    • Brasil 2 x 3 Itália – gols de Sócrates e Falcão

    México 1986

    Diego Armando Maradona. Com esse nome se pode resumir a Copa do Mundo de 1986. O craque da camisa "10", herói no Napoli, soube conduzir até a vitória final uma Argentina muito criticada, que havia sofrido para se classificar.

    A princípio, o México não deveria ter recebido o Mundial, mas a Colômbia teve que renunciar de última hora diante de exigências econômicas impossíveis para os combalidos cofres nacionais. O único inconveniente foi o horário dos jogos, que por exigências da transmissão televisiva ao vivo — os europeus precisavam poder assisti-los em horários convenientes — eram disputados ao meio-dia, ou seja, sob um sol sufocante.

    O jogo de maior destaque da Copa foi o disputado entre Inglaterra e Argentina nas quartas de final. Depois de um primeiro tempo insosso, Maradona marcou aos 10 minutos do segundo tempo com... o punho, a famosa Mão de Deus. Quatro minutos depois, ele balançaria as redes novamente - sem polêmicas - marcando um dos gols mais bonitos da história das Copas driblar cinco ingleses e percorrer 50 metros. A nove minutos do fim, a Inglaterra descontaria, mas os argentinos venceram por 2 a 1.

  • A Argentina derrotaria depois a Bélgica nas semifinais por 2 a 0, com outros dois golaços de Maradona, e a Alemanha Ocidental na final por 3 a 2, conquistando assim seu segundo título mundial.

     

    Jogos do Brasil na Copa de 1986:

  • Brasil 1 x 0 Espanha – gol de Sócrates
  • Brasil 1 x 0 Argélia – gol de Careca
  • Brasil 3 x 0 Irlanda do Norte – gols de Careca (2) e Josimar
  • Brasil 4 x 0 Polônia – gols de Sócrates, Josimar, Edinho e Careca
  • Brasil 1 (3) x (4) 1 França – gol de Careca

 

Por: José Carlos

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