
Equipe mineira reagiu depois de sair perdendo, empatou em 4 a 4 e garantiu o título nos pênaltis, em sua primeira participação no torneio
O Cruzeiro é campeão da Libertadores Feminina pela primeira vez na história. Em uma final emocionante disputada neste sábado (31), a equipe mineira superou o Corinthians nos pênaltis, por 5 a 4, depois de buscar uma reação impressionante no tempo regulamentar e empatar por 4 a 4.

A decisão teve contornos dramáticos. O time celeste chegou a ficar três gols atrás no placar, mas conseguiu reagir e levou a disputa para as penalidades. Com a vitória, garantiu o troféu continental e uma premiação de US$ 2 milhões (cerca de R$ 10,8 milhões).
Apesar da derrota, o Corinthians garantiu uma premiação de US$ 600 mil (aproximadamente R$ 3,2 milhões) pelo segundo lugar. O valor chega em um período delicado para o clube paulista, que enfrenta dificuldades financeiras e institucionais.
Ao longo da temporada, as jogadoras alvinegras conviveram com atrasos de salários e direitos de imagem. A situação chegou a provocar uma cobrança presencial das atletas ao presidente Osmar Stábile, no Parque São Jorge.
Hexacampeão da Libertadores Feminina, com conquistas em 2017, 2019, 2021, 2023, 2024 e 2025, o Corinthians buscava o sétimo troféu da competição, mas terminou com mais um vice-campeonato na temporada.
O clube já havia perdido a Copa dos Campeões da Fifa para o Arsenal, a Supercopa Feminina para o Palmeiras e o Campeonato Brasileiro para o São Paulo.
Agora, a equipe ainda tem uma oportunidade de conquistar um título em 2026: a disputa da semifinal do Campeonato Paulista.
Do outro lado, a vitória representa um marco para o futebol feminino do Cruzeiro. O clube mineiro conquistou sua primeira Libertadores e também melhorou seu retrospecto diante do Corinthians.
Em 18 confrontos entre as equipes, o time paulista soma 12 vitórias. São ainda três empates e três triunfos cruzeirenses.
RESUMO:
O Cruzeiro conquistou um título inédito na noite deste sábado (31/10), ao vencer o Corinthians na decisão da Libertadores feminina, disputada em Quito, no Equador. Em sua primeira participação na competição, as Cabulosas protagonizaram uma reação histórica: depois de sofrer três gols, buscaram o empate por 4 a 4 e venceram por 5 a 4 nas cobranças de pênaltis.
A partida começou com domínio corintiano. Gabi Zanotti marcou duas vezes no primeiro tempo e colocou o Timão em vantagem antes do intervalo. Na volta para a etapa final, Vic Albuquerque ampliou logo aos três minutos, deixando o placar em 3 a 0.
A reação cruzeirense começou antes dos dez minutos. Byanca Brasil, artilheira do torneio com seis gols, diminuiu a diferença, e Vitória Calhau marcou o segundo em cobrança de pênalti.
Aos 22 minutos, Vic Albuquerque voltou a balançar as redes e fez o quarto gol corintiano. O Cruzeiro, porém, continuou pressionando. Ketlin marcou de cabeça após cobrança de escanteio e, já nos acréscimos, Letícia voltou a usar o jogo aéreo para deixar tudo igual.
Com o empate, a decisão foi para os pênaltis. Depois de duas cobranças desperdiçadas por cada lado, a disputa seguiu para as batidas alternadas. Camila defendeu a finalização de Gi Fernandes e confirmou a vitória mineira por 5 a 4.
O título garantiu ao Cruzeiro uma vaga na Libertadores de 2027. A conquista veio após a equipe ser eliminada pelo próprio Corinthians nas quartas de final do Campeonato Brasileiro.
Para o Timão, o resultado encerra uma sequência de três conquistas consecutivas da Libertadores feminina. O clube também perdeu neste ano a hegemonia de seis títulos seguidos do Campeonato Brasileiro, após ser derrotado pelo São Paulo na final.
Por: José Carlos
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