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BRASILEIRA LUTA PELA GUARDA DA FILHA NA SUÍÇA, MAS ADVOGADA FAZ ALERTA PREOCUPANTE

BRASILEIRA LUTA PELA GAURDA DA FILHA NA SUÍÇA, MAS ADVOGADA FAZ ALERTA PREOCUPANTE

07/02/2025 às 22h28
Por: Redação Fonte: Jose Carlos
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Brasileira luta pela guarda da filha na Suíça, mas advogada faz alerta preocupante

A advogada internacionalista Rita Silva analisou o caso e destacou que são necessárias provas sólidas para mudar a decisão dos tribunais suíços

Neide da Silva Heiniger, de 49 anos, trava uma dura batalha judicial na Suíça para reaver a guarda da filha, Moara. A brasileira foi condenada a 34 meses de prisão após levar a menina ao Brasil em 2016, contrariando a Convenção de Haia. Ela alega que a decisão desconsiderou denúncias de violência doméstica contra o pai da jovem.

Desde 2022, Moara vive na Suíça sob a guarda do genitor, mas, segundo Neide, a adolescente estaria sendo mantida sob restrições severas, sem acesso às redes sociais e praticamente isolada. Além disso, há 11 meses as visitas supervisionadas da mãe foram suspensas, o que intensificou o drama familiar.

Diante desse cenário, o portal LeoDias conversou com a advogada internacionalista Rita Silva para entender quais as reais chances de Neide reverter a decisão da Justiça suíça. E a especialista foi direta: sem provas concretas de que Moara corre riscos, a mudança na guarda será praticamente impossível.

“Para que a Justiça suíça reavalie o caso, Neide precisa apresentar provas robustas de que a filha está em perigo ou sofrendo danos psicológicos. Apenas alegações não serão suficientes”, explica Rita.

Sobre as denúncias de maus-tratos e violência doméstica, a advogada reforça que elas podem influenciar no julgamento, mas somente se forem comprovadas de forma clara e documentada.

“Caso haja evidências concretas de que Moara está sendo prejudicada pelo convívio com o pai, o tribunal pode rever a decisão. Mas, sem um risco imediato e comprovado, dificilmente essa guarda será alterada”, concluiu.

A especialista ainda destacou que a Convenção de Haia reforça a autoridade dos tribunais suíços nesse caso, já que Moara foi repatriada para o país em 2022. “A decisão está nas mãos da Justiça suíça, e sem elementos novos e contundentes, a reversão da guarda não deve acontecer”, finalizou.

 

 
 
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