
Bolsonaro revelou que utiliza implante de chip hormonal para aumentar desempenho sexual. Foto: Divulgação
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), de 69 anos, revelou nesta terça-feira (25) em entrevista ao jornalista Leo Dias que fez a implantação de um “chip hormonal” para melhorar seu desempenho sexual. A declaração reacendeu o debate sobre o uso desse tipo de estimulante e seus possíveis impactos na saúde.
O “chip hormonal” é uma forma de administração subcutânea de hormônios, funcionando como um reservatório que libera gradualmente os princípios ativos na corrente sanguínea. Esse método evita oscilações hormonais e a necessidade de medicações diárias.
Segundo o endocrinologista Alexandre Hohl, há dois principais tipos de implantes: os absorvíveis, que se dissolvem no organismo sem possibilidade de remoção, e os não absorvíveis, que podem ser retirados cirurgicamente se houver efeitos colaterais.
A reposição de testosterona é indicada para homens diagnosticados com hipogonadismo, uma condição caracterizada pela produção insuficiente do hormônio. Os sintomas incluem fadiga, diminuição da libido, perda de massa muscular e outros problemas de saúde.
Geralmente, entre os homens, os chips são utilizados por aqueles acima dos 40 anos com sintomas como fadiga, perda de massa muscular, osteoporose e disfunção sexual. O uso pode trazer vantagens e desvantagens, e é preciso ponderar com o médico antes de optar pelo implante.
Riscos
Embora melhore a líbido e a disposição, o uso indiscriminado de implantes hormonais pode trazer sérios problemas, como infertilidade, doenças cardiovasculares e danos ao fígado. Pacientes com câncer de próstata ou mama não tratados, doenças cardiovasculares graves, desejo de ter filhos e problemas de coagulação não devem fazer uso o chip.
A utilização do artifício deve ser feita com acompanhamento médico para evitar efeitos colaterais graves, como infertilidade e problemas cardiovasculares. O uso excessivo pode causar dependência e atrofia testicular.
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