BRASILEIROS ESTÃO ENTRE OS PRESOS POR PORTUGAL EM SUBMARINO COM 6,5 TONELADAS DE COCAINA
BRASILEIROS ESTÃO ENTRE OS PRESOS POR PORTUGAL EM SUBMARINO COM 6,5 TONELADAS DE COCAÍNA
27/03/2025 às 21h12
Por: RedaçãoFonte: Jose Carlos
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Polícia de Portugal prende brasileiros que transportavam drogas em submarino
A bordo, mais de seis toneladas de cocaína. Esta é a maior apreensão de uma embarcação do tráfico na história do continente europeu, segundo a polícia portuguesa.
Quem são os paraenses presos em submersível com 6,5 toneladas de cocaína
Três paraenses, um espanhol e um colombiano foram presos com 6,5 toneladas de cocaína em Portugal. Saiba quem são os suspeitos que saíram do Pará.
Três paraenses, um espanhol e um colombiano foram presos com 6,5 toneladas de cocaína pura durante uma operação conjunta da Polícia Judiciária e da Marinha de Portugal
Três paraenses, um espanhol e um colombiano foram presos com 6,5 toneladas de cocaína pura durante uma operação conjunta da Polícia Judiciária e da Marinha de Portugal, com a cooperação de órgãos do Reino Unido e dos Estados Unidos.
Os cinco homens viajavam em um submersível semissubmersível que partiu de Macapá (Brasil) com destino ao porto de Sines, em Portugal, transportando a droga, que teria origem na Colômbia e na Bolívia.
Três paraenses, um espanhol e um colombiano foram presos com 6,5 toneladas de cocaína pura durante uma operação conjunta da Polícia Judiciária e da Marinha de Portugal
A interceptação ocorreu a cerca de 920 quilômetros do arquipélago dos Açores (território português), quando a embarcação foi flagrada pelas autoridades.
Os três brasileiros foram identificados como:
Maikon Reis da Silva, 38 anos;
Nelson da Páscoa Correa Costa, 61 anos (ambos naturais de Abaetetuba, Pará);
José Mauro Gonçalves, 52 anos (natural de Igarapé-Miri, Pará).
A embarcação, construída possivelmente por um cartel de narcotráfico, foi localizada a 550 milhas náuticas dos Açores e a 680 milhas náuticas a sudoeste das Ilhas Canárias.
Após a apreensão, a Marinha portuguesa rebocou o submersível até a costa, e os suspeitos foram detidos por tráfico internacional de drogas. Eles devem permanecer presos em Portugal, enquanto um dos brasileiros enfrenta problemas graves de saúde.
A operação resultou na interceptação de um semi-submersível no Oceano Atlântico, a cerca de 500 milhas náuticas a sul dos Açores. Foto: Divulgação
O submersível era feito de fibra de vidro, com madeira e quilha de chumbo para equilíbrio durante a navegação. Em 2015, a Polícia Civil do Pará, por meio da Delegacia de Entorpecentes, já havia apreendido uma embarcação semelhante. Em 2023, outro submersível foi encontrado desmontado em rios de São Caetano de Odivelas (PA).
O prejuízo para os narcotraficantes foi estimado em mais de R$ 3 bilhões. Segundo as autoridades, a operação reforça o combate europeu ao narcotráfico transatlântico, que tem usado rotas cada vez mais sofisticadas, incluindo submersíveis.
Como a droga partiu do Brasil, as investigações continuam para identificar os responsáveis pela organização do esquema criminoso após interrogatório dos cinco presos.
O submarino de 18 m de comprimento foi interceptado em pleno Oceano Atlântico, a quase mil quilômetros ao sul do arquipélago dos Açores. A bordo, mais de seis toneladas de cocaína e cinco tripulantes – três brasileiros, um colombiano e um espanhol. Os brasileiros já foram identificados. Segundo as autoridades são: Nelson de Pascoa Correa, de 61 anos, José Mauro Gonçalves, de 52 anos, e Maikon Reais da Silva, de 38 anos. Todos são do Pará. Eles foram interrogados nesta quinta-feira (27) pela polícia portuguesa.
"Este submergível é o primeiro que temos conhecimento a ser apreendido em pleno oceano. Estas embarcações são construídas em estaleiros artesanais ilegais em territórios imensos, depois é colocá-los na água”, diz Luís Neves, diretor da Polícia Judiciária de Portugal.
A polícia portuguesa disse que esta é a maior apreensão de uma embarcação do tráfico na história do continente europeu. A investigação mobilizou polícias e agências de combate ao tráfico na Europa e nos Estados Unidos. Segundo os investigadores, o submarino saiu do Brasil, de Macapá, e o carregamento teria como destino final diversos países da Europa.
"Este é um rude golpe em uma organização criminosa, uma organização criminosa que procura encharcar a Europa de muita cocaína. A cocaína está na base de muito crime violento que se passa na Europa”, afirma Luís Neves, diretor da Polícia Judiciária de Portugal.
Em Portugal, a polícia descobriu que por trás dessas embarcações com tecnologia avançada estão organizações criminosas, como o PCC, que já é alvo de investigações das autoridades europeias pelo menos há cinco anos.
De lá para cá, cerca de 20 integrantes do PCC foram presos em Portugal. A prisão mais recente ocorreu há duas semanas. Uma investigação da Polícia Federal em Santos descobriu que um dos chefes do PCC na Baixada Santista estava vivendo - e praticando crimes - em Portugal. Gabriel Martinez Souza, conhecido como Fant, é suspeito de coordenar um grupo de mergulhadores para esconder cargas de cocaína no casco de navios cargueiros. Depois, esses mesmos mergulhadores iam para a Europa pegar a droga. Segundo a Polícia Federal, o PCC recruta mergulhadores experientes.
"Vai conhecendo, indicação, vê que a pessoa tem know-how nesse tipo de atividade de mergulho e a pessoa acaba sendo cooptada. Essa pessoa tinha conhecimento, conhecia a estrutura, e esse local que eles colocavam era um local perigoso, que se o navio fosse acionado, provavelmente, a pessoa seria sugada e viria a óbito. Então é um trabalho bem meticuloso e que requer uma experiência ali, um trabalho especializado mesmo”, afirma Rodrigo Perin Nardi, chefe da Polícia Federal em Santos.
Em 2024, a Polícia Federal apreendeu 700 kg de cocaína escondida em cascos de navios no Porto de Santos. Gabriel, o chefe dos mergulhadores, tem cidadania espanhola e se mudou para Portugal em setembro de 2021. Ele e a família moravam em uma mansão a 37 km de Lisboa. Agora, a Justiça de Portugal vai analisar o pedido de extradição de Gabriel para o Brasil.
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