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LIDER DO PDT NA CÂMARA AMEAÇA DEIXAR BASE DO GOVERNO LULA CASO CARLOS LUPI SEJA DEMITIDO

LIDER AMEAÇA RETIRAR BASE DO PDT DO GOVERNO SE CARLOS LUPI FOR DEMITIDO

29/04/2025 às 21h09 Atualizada em 29/04/2025 às 21h26
Por: Redação Fonte: Jose Carlos
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LIDER DO PDT NA CÂMARA AMEAÇA DEIXAR BASE DO GOVERNO LULA CASO CARLOS LUPI SEJA DEMITIDO

Líder do PDT na Câmara ameaça deixar base do governo Lula caso Carlos Lupi seja demitido

O deputado federal Mário Heringer (MG), líder do PDT na Câmara dos Deputados, afirmou nesta terça-feira (29) que o partido poderá deixar a base de apoio ao governo Lula caso o ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, seja demitido.

“Se demitir o nosso presidente Lupi, nós queremos também sair desse compartimento político, porque esse compartimento político não trata com reciprocidade e fidelidade os seus”, declarou Heringer à CNN Brasil. 

O ministro Carlos Lupi, que também é presidente licenciado do PDT, está sob pressão após a deflagração de uma operação da Polícia Federal que investiga um esquema de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), envolvendo descontos não autorizados em aposentadorias e pensões. O prejuízo estimado é de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024.

ENTENDA:

“Se demitir o nosso presidente Lupi, nós queremos também sair desse compartimento político, porque esse compartimento político não trata com reciprocidade e fidelidade os seus”, declarou o parlamentar.

Segundo Heringer, uma eventual saída de Lupi do ministério seria vista pelo partido como um ataque direto ao trabalho voltado aos aposentados. “O aposentado não pode ser abandonado neste momento”, afirmou.

O parlamentar acrescentou que Lupi não é investigado e que, desde 2023, o próprio ministro teria solicitado apuração interna ao tomar conhecimento de indícios de irregularidades dentro da pasta. Para Heringer, a demissão neste contexto seria apenas “uma desculpa e um remendo para uma situação muito grave”.

Esquema fraudulento e operação nacional

Na semana passada, a Polícia Federal, em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrou uma operação nacional para investigar descontos indevidos em aposentadorias e pensões, realizados por entidades de forma não autorizada. Segundo as investigações, o valor cobrado dos beneficiários entre 2019 e 2024 ultrapassa R$ 6,3 bilhões.

A ofensiva incluiu:

211 mandados de busca e apreensão;

Sequestro de bens totalizando mais de R$ 1 bilhão;

Seis mandados de prisão temporária em 14 estados e no Distrito Federal;

Exoneração de cinco servidores públicos.

Apesar do escândalo, o ministro Lupi nega envolvimento e terá oportunidade de apresentar esclarecimentos durante uma audiência na Comissão de Previdência da Câmara, prevista para esta tarde. Mário Heringer reforçou a confiança no correligionário: “Nós conhecemos muito bem o nosso presidente... É um cara sério, probo e diligente”.

Implicações políticas

Carlos Lupi é um nome histórico dentro do Partido Democrático Trabalhista e sua eventual saída do governo pode provocar uma reconfiguração da base aliada no Congresso. O partido tem participação importante na sustentação política da atual gestão federal, e a ameaça de rompimento adiciona tensão ao cenário político.

Até o momento, o Palácio do Planalto não se pronunciou oficialmente sobre a permanência de Lupi no cargo. A expectativa é que a audiência na Câmara ajude a esclarecer os fatos e possa influenciar a decisão do governo.

Heringer defendeu a permanência de Lupi no cargo, argumentando que não há inquérito ou investigação contra o ministro. “Uma demissão do presidente do nosso partido, nas condições atuais, onde não há nenhum inquérito, o nome dele não está envolvido em investigação, no mínimo é para servir somente de desculpa e de remendo para uma situação que é uma situação muito grave”, afirmou. 

O líder do PDT também destacou que a demissão de Lupi seria interpretada como um abandono dos aposentados. “O aposentado não pode ser abandonado neste momento”, completou.

Até o momento, cinco servidores públicos foram exonerados de suas funções, e a operação cumpriu 211 mandados de busca e apreensão, além de ordens de sequestro de bens no valor de mais de R$ 1 bilhão e seis mandados de prisão temporária no Distrito Federal e em outros 13 estados. 

“Se demitir o nosso presidente Lupi, nós queremos também sair desse compartimento político, porque esse compartimento político não trata com reciprocidade e fidelidade os seus”, declarou o parlamentar.

Segundo Heringer, uma eventual saída de Lupi do ministério seria vista pelo partido como um ataque direto ao trabalho voltado aos aposentados. “O aposentado não pode ser abandonado neste momento”, afirmou.

 

FONTE: CNN   BRASIL

 

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