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PRESO MAIS UM SUSPEITO DE ARTICULAR PROPINAS NO BRB

EX PRESIDENTE DO BRB ACERTOU PROPINA DE R$ 146 MILHÕES

21/04/2026 às 20h05
Por: Redação Fonte: diariodopará.com.br
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PRESO MAIS UM SUSPEITO DE ARTICULAR PROPINAS NO BRB

Caso Master: Preso mais um suspeito de articular propinas no BRB

Mais um desdobramento das investigações envolvendo o Banco de Brasília e o Banco Master reforça suspeitas de um esquema articulado para aquisição disfarçada de participação acionária e circulação de recursos. Preso na quinta-feira (16), por decisão do ministro André Mendonça, o advogado Daniel Monteiro, apontado como responsável por estruturar o pagamento de propina ao então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, aparece também como acionista relevante da instituição financeira.

Investigação aponta esquema milionário envolvendo BRB e Banco MasterInvestigação aponta esquema milionário envolvendo BRB e Banco Master

Dados do processo indicam que Monteiro detinha, até fevereiro, cerca de 3,4 milhões de ações do banco — sendo 282.278 ordinárias e mais de 3,1 milhões preferenciais — avaliadas em aproximadamente R$ 13,5 milhões. O próprio BRB sustenta que ele atuava como “laranja” de Daniel Vorcaro, além de outros operadores ligados ao grupo, em um suposto esquema para assumir o controle acionário da instituição de forma fragmentada e não declarada.

Relatório da consultoria Kroll aponta que a estratégia envolvia uma rede de empresas, fundos e pessoas físicas que atuavam de maneira coordenada para viabilizar a venda de carteiras de crédito consideradas problemáticas ou até inexistentes ao BRB. As operações teriam ocorrido no contexto dos aumentos de capital privado do banco entre 2024 e 2025, conhecidos como ACP 1 e ACP 2.

Segundo o banco, Monteiro adquiriu ações por meio de fundos ligados ao ecossistema do Master e, posteriormente, redistribuiu esses papéis a outros veículos financeiros. Para financiar as compras, ele contraiu empréstimos que somam R$ 84,2 milhões junto à Cartos Sociedade de Crédito Direto — empresa que, posteriormente, teria originado a Tirreno, citada como responsável por carteiras de crédito negociadas com o BRB.

Na ação em curso no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, o banco sustenta que há indícios de “dependência financeira absoluta” de Monteiro em relação a essa estrutura de crédito, com liberações de recursos coincidindo com datas e valores das aquisições de ações — o que reforçaria a tese de circularidade financeira para ocultar os verdadeiros controladores.

Em fevereiro, a Justiça determinou o bloqueio das ações vinculadas aos investigados. À época, os papéis somavam cerca de R$ 367 milhões e representavam 23,5% do capital social do BRB — uma escalada considerada atípica, já que, no início de 2024, a participação desses mesmos agentes era praticamente inexistente, de apenas 0,0007%.

Até o momento, Daniel Monteiro não se manifestou no processo, e sua defesa não foi localizada.

 

Por: José Carlos

Fonte; Diário do Pará

 

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